DIAMANTINO — O Tribunal Regional Eleitoral informou que o objeto levado pelo ministro Gilmar Mendes durante a votação era uma carteira funcional acompanhada de uma colinha. A confirmação foi registrada em ata depois que um juiz eleitoral conversou com os mesários no local.
Imagens do ministro durante o voto haviam levado eleitores a apontar a possível presença de um celular. O uso do aparelho na votação é proibido, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. O TRE afirmou que registros da chegada de Gilmar ao local confirmam a versão apresentada pelos mesários.
Nascido em Diamantino, a 183 km de Cuiabá, o ministro mantém domicílio eleitoral no município. Ele se deslocou de Brasília para votar na Escola Estadual Plácido de Castro, no Centro Histórico de Diamantino, e deixou o local sem falar com a imprensa.
A família de Gilmar tem ligação com a política local, e o ministro conserva o vínculo eleitoral com a cidade onde nasceu. Ele integra o Supremo Tribunal Federal desde 2002, quando ocupou a vaga aberta pela aposentadoria do ministro Néri da Silveira.
A indicação foi feita pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.


