Esperidião Amin ficará fora de cargos eletivos a partir de 2027, após terminar em terceiro lugar na disputa pelo Senado nas eleições de 4 de outubro. A situação interrompe uma presença de 16 anos em cargos eletivos.
A trajetória de Amin foi destacada por Gilmar Mendes em uma publicação feita no sábado (10), na rede social X. O magistrado lembrou que o político tem 78 anos e ocupou posições como prefeito de Florianópolis, governador de Santa Catarina e deputado federal.
Mendes também mencionou uma reflexão atribuída ao ex-presidente do Senado Jarbas Passarinho depois da derrota de Djalma Marinho na eleição de 1974. “Os movimentos populares têm sua lógica e sua irracionalidade”, escreveu, ao relacionar a frase à não reeleição de Amin para o Senado Federal.
Trajetória política
Na mensagem, Gilmar Mendes afirmou que Amin acumulou quase seis décadas de vida pública. Ele foi prefeito de Florianópolis por duas vezes, assumiu o governo de Santa Catarina aos 35 anos e voltou a ser eleito governador em 1998.
Amin também foi eleito deputado federal três vezes e senador da República duas vezes. Segundo Mendes, ele presidiu nacionalmente seu partido e disputou a Presidência em 1994.
O magistrado citou ainda a atuação de Amin no Senado em temas ligados ao desenvolvimento regional e à infraestrutura de Santa Catarina, além de iniciativas de apoio ao crédito para micro e pequenos empreendedores.
“Santa Catarina e o Congresso Nacional deixarão, lamentavelmente, de contar, a partir de 2027, com a experiência e o talento político de Amin”, escreveu Mendes. Na avaliação apresentada na publicação, o legado do senador permanece, e ele continuará a desempenhar um papel fundamental para os catarinenses e para o país.

