A líder dos social-democratas da Suécia, Magdalena Andersson, informou nesta segunda-feira (28) que não conseguirá formar um governo após as eleições legislativas de setembro. Ela comunicará a decisão ao presidente do Parlamento.
“Com base nas conversas que tive, posso concluir, de modo geral, que atualmente não há possibilidade para que eu forme um governo”, afirmou Andersson em entrevista coletiva.
O bloco de centro-esquerda obteve uma maioria estreita na votação. Os partidos de oposição conquistaram 176 cadeiras no Parlamento, enquanto o bloco de direita liderado pelo conservador Ulf Kristersson ficou com 173. A autoridade eleitoral divulgou os números após o fim da apuração da votação de domingo (13).
A dificuldade de Andersson foi reunir na mesma aliança os centristas e a esquerda radical. As duas legendas têm propostas de governo distantes. Com a desistência, o presidente do Parlamento deverá entregar a outro líder partidário a tarefa de tentar formar uma coalizão. Kristersson é um dos nomes que podem receber a missão, embora não haja garantia de sucesso.
Andersson, de 59 anos, foi primeira-ministra da Suécia entre 2021-2022. Kristersson ocupa atualmente o posto de chefe de governo interino e lidera a aliança entre direita e ultradireita, que perdeu a eleição por quase 50 mil votos, mas agora espera formar o governo.
A Suécia costuma enfrentar negociações prolongadas para estabelecer coalizões. Depois das eleições de 2022, foram necessários 37 dias para formar um governo. Em 2018, o processo levou 134 dias.
Durante a campanha, a direita prometeu intensificar o combate à criminalidade e endurecer as medidas de imigração. A cientista política Annika Freden, da Universidade de Lund, avaliou que a questão migratória tinha mais peso em 2015 e 2016 e que os Democratas da Suécia não conseguiram se firmar em outros temas.
A centro-esquerda também propôs elevar os impostos sobre bancos e rendas mais altas para financiar saúde e educação, além de oferecer apoio financeiro às famílias.


