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Política

Mísseis e drones fecham aeroporto de Áden sob controle do governo iemenita

Ataque houthi desviou um voo do Cairo e levou dois aviões do pátio para hangares; os rebeldes confirmaram a ação.

Mísseis e drones fecham aeroporto de Áden sob controle do governo iemenita
Foto: Mohammed al-Mahdi/Reuters

O aeroporto de Áden foi fechado nesta quarta-feira (7), depois que sua pista foi atingida por mísseis balísticos e drones lançados pelos houthis. O terminal é o principal ainda sob controle do governo reconhecido do Iêmen e um ponto de contato com a administração expulsa de Sanaa em 2014.

Um voo procedente do Cairo, que se preparava para pousar, foi desviado para Jedá, na Arábia Saudita, conforme as autoridades locais. Dois aviões estacionados no pátio foram levados para hangares.

Os houthis confirmaram o ataque, mas não divulgaram detalhes. Observadores da região levantaram a possibilidade de que o voo desviado transportasse armamentos destinados ao governo, que conduz uma contraofensiva na costa do mar Vermelho. Essa hipótese não foi confirmada.

Conflito volta a avançar

A guerra civil, congelada desde 2022, foi retomada depois de um bloqueio aéreo contra Sanaa em julho. A Arábia Saudita apoia o governo expulso da capital, enquanto os houthis mantêm o controle de áreas do país.

Em setembro, os rebeldes fizeram uma ofensiva surpresa e tomaram quase toda a costa iemenita do mar Vermelho, incluindo o estreito de Bab el-Mandeb. Desde a semana passada, forças sauditas e o governo do Iêmen voltaram a atacar. Há relatos divergentes sobre avanços em Mocha e Dhubab, negados pelos houthis, sem confirmação independente.

Sob ataques da aviação saudita, os rebeldes passaram a alvejar instalações de energia e transporte do país vizinho. Nesta quarta, um míssil foi interceptado enquanto seguia para o aeroporto de Riad. Os houthis também afirmaram ter atingido dois outros aeródromos, informação não confirmada pelo governo saudita.

O conflito ocorre em meio à atuação dos houthis no mar Vermelho e contra Israel, primeiro em apoio ao Hamas após o 7 de Outubro e depois em favor do Irã, seu principal patrocinador, durante a fase mais intensa do confronto de Teerã com Washington e Tel Aviv.

A escalada também testa o Acordo de Meca, pacto militar firmado em agosto por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. Nesta semana, a cláusula de defesa mútua foi acionada pela primeira vez, e forças de Islamabad e Ancara deverão apoiar os sauditas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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