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Política

Augusto Cury defende investigação no STF durante ato de campanha no Rio

Candidato do Avante afirmou que ministros do Supremo não devem ser poupados em apurações sobre indícios de corrupção.

Augusto Cury defende investigação no STF durante ato de campanha no Rio
Foto: Tita Barros/Reuters

Durante um ato de campanha na praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, o candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, enviou um abraço ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e defendeu a investigação de integrantes da corte diante de suspeitas de corrupção.

A manifestação ocorreu sob chuva, durante um evento em comemoração ao 7 de Setembro. Houve empurra-empurra entre apoiadores quando Cury e sua esposa tentavam subir no trio elétrico para discursar. As bandeiras distribuídas no local exibiam o candidato ao lado de Dudu Nunes, Wellington Braga, Venissius e Viviane Carvalho, que disputam vagas na Câmara pelo Rio de Janeiro.

Ao ser questionado por jornalistas, Cury disse que sua solidariedade também alcançava o presidente do STF, Edson Fachin, e outros ministros. Afirmou ainda que Fachin é leitor de seus livros.

“Se há indício de corrupção, tem que ser investigado até as últimas consequências. Doa a quem doer”, disse o candidato, sem citar Alexandre de Moraes.

A declaração ocorreu após uma decisão de Mendonça na terça-feira (1º), quando o ministro retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento registra que Daniel Vorcaro teria perguntado a Moraes, antes de ser preso, se deveria deixar o país. Mendonça também editou uma minuta de contrato entre o banqueiro e o escritório de advocacia de sua família.

Moraes pediu a investigação de Mendonça por abuso de poder. Segundo Moraes, houve direcionamento político e o colega teria assumido atribuições que caberiam a ele como relator do caso Master no STF.

Economia e campanha

No discurso, Cury criticou a situação fiscal do país, a taxa de juros e o endividamento das famílias. Ele afirmou que pretende se reunir com economistas para tornar os juros “civilizado” e criar mecanismos jurídicos para a quitação de dívidas.

O candidato também defendeu uma recuperação judicial para pessoas que contrataram empréstimos consignados e reafirmou ter “uma cabeça capitalista e um coração social”.

Na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (3), Cury apareceu com 8% das intenções de voto no primeiro turno, seis pontos percentuais acima do levantamento divulgado em 21 de agosto, quando tinha 2%.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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