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Política

Caiado defende investigação sobre suposta propina ligada a campanhas de 2022

Candidato do PSD disse que Polícia Federal e STF devem apurar acusações contra Kassab, Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

Caiado defende investigação sobre suposta propina ligada a campanhas de 2022
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu a abertura de investigações sobre a acusação de que Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria entregue propina às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022. Segundo o relato atribuído a Vorcaro, o pagamento teria sido articulado por Gilberto Kassab, vice na chapa de Caiado.

A declaração foi dada durante uma sabatina em São Paulo. Questionado se Kassab permaneceria na chapa caso a Polícia Federal investigasse o caso, Caiado afirmou que “tem que abrir todas as informações”. O candidato acrescentou que Kassab e Tarcísio negaram as acusações e defendeu que a PF e o Supremo Tribunal Federal esclareçam se houve irregularidade.

Vorcaro disse às autoridades que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio teriam sido propina. O relato aparece em três propostas de delação apresentadas pelo ex-banqueiro, recusadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por não trazerem fatos inéditos. Vorcaro também não teria apresentado provas para comprovar as acusações.

O ex-banqueiro mencionou ainda um suposto caixa dois de R$ 10 milhões para o PSD. Kassab nega as declarações, afirma que elas “não têm qualquer sustentação factual” e diz não ter relação com Vorcaro.

Posições apresentadas na sabatina

Caiado negou ter beneficiado o Banco Master durante seu governo em Goiás por meio de uma lei que ampliou o crédito consignado. Segundo ele, a medida alcançou todas as empresas habilitadas a operar o crédito no estado, incluindo o banco.

Sobre o Supremo Tribunal Federal, o candidato defendeu novas regras para os ministros: idade mínima de 60 anos, quarentena de quatro anos antes do retorno à profissão e prazo de oito anos para que um magistrado entre na política. Caiado também voltou a defender a quebra do sigilo dos processos relacionados ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social.

Na economia, propôs cortar 100% das emendas impositivas, auditar o uso do dinheiro público e revisar quase R$ 600 bilhões em incentivos e isenções fiscais. Na segurança pública, manteve a posição contrária ao uso de câmeras por policiais.

Desempenho eleitoral

No Datafolha divulgado na quinta-feira (3), Caiado registrou 4% das intenções de voto. Augusto Cury, do Avante, passou de 2% para 8% e ficou em terceiro lugar.

O candidato tem sido cobrado a ampliar o foco de sua campanha para além de Goiás. Durante a sabatina, disse que iria “ser governador do estado”, em vez de mencionar a disputa pela Presidência da República.

Para o cientista político Elias Tavares, o desafio de Caiado é converter a exposição da campanha em crescimento eleitoral e se firmar como alternativa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Tavares afirmou que o candidato é conhecido, tem experiência administrativa e discurso definido na segurança pública, mas que essa exposição ainda não se transformou em intenção de voto na velocidade esperada.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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