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Política

Campanha de Flávio Bolsonaro acusa Dino de invadir competência eleitoral

Defesa afirma que ministro do STF anulou decisão do TSE para permitir publicações sobre Nossa Senhora Aparecida.

Campanha de Flávio Bolsonaro acusa Dino de invadir competência eleitoral
Foto: 1º.set.26/Folhapress

A equipe jurídica da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de invadir a competência constitucional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A crítica foi feita após Dino anular uma decisão do ministro André Mendonça que determinava a retirada de publicações sobre a lei que concedeu a Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Em nota divulgada neste domingo (27), os advogados afirmaram que a decisão de Dino permitiu a circulação de uma informação falsa segundo a qual Flávio retiraria o título de Nossa Senhora Aparecida caso fosse eleito. A defesa declarou que o ministro liberou uma narrativa que, na avaliação da campanha, é falsa e questionou a atuação de um órgão fora da Justiça Eleitoral na fiscalização da propaganda presidencial.

“Causa perplexidade que a função constitucional de fiscalização da propaganda eleitoral de campanha presidencial seja usurpada por órgão estranho à Justiça Eleitoral”, afirmou o jurídico.

Os advogados também compararam o episódio à atuação do TSE na eleição de 2022, quando o plenário determinou a remoção de publicações que associavam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à distribuição do chamado “kit gay” nas escolas. Para a defesa de Flávio, a decisão de Mendonça deveria ser mantida.

A campanha classificou a decisão de Dino como absurda e afirmou que o ministro atuou como “operador político” do presidente Lula. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, também criticou a medida. Segundo ele, o STF não deve ser usado como instrumento de interferência política durante a disputa eleitoral.

Marinho ainda pediu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que tome providências para impedir que a corte seja transformada em um “tribunal de exceção eleitoral”.

A campanha acionou o TSE na sexta-feira (25). No mesmo dia, André Mendonça acolheu a representação e determinou a retirada das publicações. Desde a disseminação da informação falsa, a equipe de Flávio tenta conter os efeitos sobre a candidatura, enquanto o caso alimenta uma disputa religiosa entre aliados de Flávio e de Lula.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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