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Política

Candidatos ao Senado discutem sigilo, impeachment e atuação do Senado no caso Master

Postulantes por São Paulo defendem investigação sobre Moraes, mas divergem sobre afastamento e responsabilidade de Davi Alcolumbre.

Candidatos ao Senado discutem sigilo, impeachment e atuação do Senado no caso Master
Foto: Reprodução/TV Globo

As manifestações dos candidatos ao Senado por São Paulo sobre o caso envolvendo Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro se concentraram em dois pontos: a transparência das investigações e a possibilidade de abertura de um processo contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Embora tenham defendido o esclarecimento dos fatos, os postulantes divergiram sobre as consequências institucionais e sobre a atuação do Senado.

Marina Silva (Rede) afirmou que Moraes deve prestar esclarecimentos e defendeu seu afastamento durante a apuração, para preservar a credibilidade do STF. Ao mesmo tempo, pediu que o episódio não seja usado para atacar a Corte ou as instituições. A candidata também questionou o sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master, conduzidas pelo ministro André Mendonça.

Marina mencionou ainda a gravação em que Flávio Bolsonaro pede recursos a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. De acordo com a candidata, ao menos R$ 61 milhões foram repassados à produção. Ela questionou por que o caso não recebeu o mesmo tratamento adotado em outras apurações.

Simone Tebet (PSB) defendeu a abertura de um inquérito pelo plenário do STF para investigar Moraes. Na avaliação da candidata, a medida permitiria ao ministro apresentar sua defesa e responder às suspeitas. Tebet também pediu esclarecimentos sobre a participação de outras autoridades e afirmou que as informações do caso não devem ser tratadas com critérios diferentes.

Impeachment e cobrança ao Senado

Entre os candidatos ligados à direita e ao bolsonarismo, o foco esteve no impeachment de ministros do STF e na responsabilidade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), pela tramitação de eventuais processos.

André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, declarou que Moraes não deveria continuar no cargo e defendeu que o Senado abra um processo de impeachment. Ele citou mensagens extraídas do celular de Vorcaro e afirmou que elas indicariam relações incompatíveis com padrões republicanos envolvendo o ministro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Guilherme Derrite (PP), ex-secretário estadual de Segurança Pública, também se declarou favorável ao impeachment de ministros do Supremo. O candidato condicionou o avanço da medida à eleição de uma maioria de senadores de direita e criticou Alcolumbre por não colocar os pedidos em votação. Derrite mencionou a existência de 119 pedidos.

Ricardo Salles (Novo) disse que Alcolumbre é a autoridade com poder para dar andamento aos pedidos de investigação por crime de responsabilidade. Salles acusou André do Prado de fazer um teatro ao defender o impeachment de Moraes e afirmou que o presidente do Senado estaria se omitindo diante das denúncias.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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