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Política

Dino pede apuração de contratos ligados ao Banco Master e ao Instituto Iter

Pedido ao presidente do STF envolve encontro entre André Mendonça e Daniel Vorcaro e contratos com órgãos de São Paulo.

Dino pede apuração de contratos ligados ao Banco Master e ao Instituto Iter

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (15) ao presidente da Corte, Edson Fachin, a investigação de possíveis relações entre o Banco Master, o Instituto Iter e contratos firmados pelo município de São Paulo.

O pedido foi apresentado em uma ação que discute regras para o funcionamento de cemitérios privados no estado. Dino quer esclarecer se há conexão entre um encontro de André Mendonça com Daniel Vorcaro, contratos mantidos pelo Instituto Iter e a atuação do ministro no processo sobre o setor.

Relação com o processo dos cemitérios

A decisão menciona que, quando o julgamento foi retomado, em abril de 2025, André Mendonça votou contra a manutenção de uma medida cautelar que afetava cemitérios privados. Com isso, acompanhou os pedidos das empresas do setor.

Dino também destacou que Alexandre de Almeida Mendonça, irmão de André Mendonça, trabalha na SP Regula, agência responsável pela regulação de serviços públicos de São Paulo. A atuação dele é na área funerária e cemiterial.

Encontro e contratos

De acordo com a decisão, André Mendonça e Daniel Vorcaro se reuniram em 14 de março de 2025, na sede do Instituto Iter, entidade fundada por Mendonça. Vorcaro é apontado no documento como dono do extinto Banco Master.

O encontro foi considerado relevante porque o Instituto Iter passou a prestar serviços remunerados ao município de São Paulo. A prefeitura é responsável pela contratação de empresas privadas do setor funerário, entre elas a Cortel. A decisão também cita Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado na Operação Compliance Zero, que trabalhava na empresa.

Dino menciona ainda um contrato de aproximadamente R$ 1,63 milhão, firmado sem licitação entre o Instituto Iter e a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), ligada ao governo de São Paulo. O acordo teria como objeto serviços técnicos na área de formação e gestão educacional.

A decisão não afirma que os fatos comprovem irregularidade ou favorecimento por parte de André Mendonça. O pedido é para que as possíveis conexões sejam apuradas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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