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Política

Cármen Lúcia ainda não sinalizou apoio em disputa entre Moraes e Mendonça

Flávio Bolsonaro pediu que a ministra autorize investigação contra Alexandre de Moraes durante transmissão nas redes sociais.

Cármen Lúcia ainda não sinalizou apoio em disputa entre Moraes e Mendonça
Foto: AFP

A ministra Cármen Lúcia ainda não definiu seu posicionamento nas deliberações do Supremo Tribunal Federal sobre as condutas de Alexandre de Moraes e André Mendonça. Os dois ministros disputam o apoio dela, considerado decisivo para a liderança de seus respectivos grupos na corte.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cobrou de Cármen, neste domingo (6), um voto favorável à abertura de investigação contra Moraes. Durante uma transmissão nas redes sociais, ele afirmou: “Queremos saber se a senhora vai autorizar que o ministro Alexandre de Moraes seja investigado”. Na mesma fala, disse que a ministra deveria se preocupar com sua biografia.

A posição de Cármen ocorre em meio a questionamentos sobre decisões dos dois ministros. O Supremo deverá avaliar se houve arbitrariedade nos métodos usados por Mendonça em apurações sobre o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social. Essas medidas resultaram em um relatório da Polícia Federal que aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Também estará em análise a decisão de Moraes de recorrer ao inquérito das fake news para pedir uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Disputa no Supremo

Antes desse movimento de Moraes, Cármen telefonou para ele na quinta-feira (3) e indicou solidariedade diante da exposição pública. Na terça (1º), Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da Polícia Federal com diálogos entre Vorcaro e o ministro. Entre as mensagens, estava uma pergunta do banqueiro sobre a possibilidade de deixar o país antes de ser preso, em 2025.

Um auxiliar disse que Moraes interpretou a ligação como um aceno, mas Cármen não assegurou apoio em votações futuras. Depois, a reação de Moraes desagradou à ministra, que relatou a uma pessoa próxima perplexidade com os colegas e com a erosão interna do Supremo.

Na transmissão, Flávio também conversou com eleitores e candidatos aliados e convocou manifestações do 7 de Setembro contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Moraes. Ele ainda ouviu manifestações favoráveis aos ataques do 8 de janeiro de 2023 e afirmações de que os condenados são vítimas de injustiça.

A campanha de Flávio tenta ampliar a mobilização na avenida Paulista, em São Paulo, para deixar o empate técnico nas pesquisas e assumir o favoritismo no segundo turno da eleição.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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