São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Política

Decisão de Mendonça inclui Flávio Bolsonaro em investigação sobre financiamento de Dark Horse

PF apura possível lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção na produção do filme sobre Jair Bolsonaro.

Decisão de Mendonça inclui Flávio Bolsonaro em investigação sobre financiamento de Dark Horse
Foto: AFP

A Polícia Federal aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como interlocutor direto de Daniel Vorcaro nas tratativas para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A informação consta de relatório cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira (10).

O documento registra trocas de mensagens, reuniões presenciais e cobranças relacionadas aos pagamentos da produção. Segundo a PF, houve um provável encontro presencial entre Flávio e Vorcaro em agosto de 2025. No mês seguinte, o senador teria cobrado do ex-banqueiro o repasse dos valores acordados.

A investigação foi formalmente aberta por decisão de Mendonça em 22 de julho deste ano, após solicitação da Polícia Federal. O pedido menciona a apuração de possível lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos ligados ao financiamento do filme junto ao Banco Master. O despacho que autorizou o inquérito não detalha as suspeitas.

A PF afirmou que as mensagens e os encontros formam elementos suficientes, em uma análise inicial, para esclarecer a origem, o trânsito, a destinação e os beneficiários finais dos valores movimentados. O relatório também aponta a participação de Eduardo Bolsonaro e de seu advogado, Paulo Calixto, na estruturação financeira das transações.

Flávio negociou com Vorcaro o repasse de pelo menos US$ 24 milhões para a produção. Desse total, no mínimo US$ 12,3 milhões foram efetivamente pagos. Os valores correspondem, respectivamente, a aproximadamente R$ 122,7 milhões e cerca de R$ 62,9 milhões.

Vorcaro está preso e é investigado por fraude contra o sistema financeiro por meio do Banco Master. Parte dos recursos destinados ao filme teria passado por um fundo dos Estados Unidos chamado Havengate Development Fund, administrado por Paulo Calixto.

Em Manaus, Flávio defendeu a retirada do sigilo das investigações. “Para mim, a melhor coisa que pode acontecer é a transparência total sobre esse assunto”, disse. O senador já negou irregularidades e afirmou que o filme conta apenas com recursos privados.

Na quinta-feira (10), a Polícia Federal também realizou uma operação autorizada pelo ministro Flávio Dino. A apuração trata de possível desvio de R$ 750 mil da produção e do uso de verba pública. Entre os alvos está o deputado Mário Frias (PL-SP), que, segundo relatório, destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama, também dona da Go Up Entertainment, produtora do filme.

Flávio classificou a operação como “fajuta”. A defesa do senador foi procurada por mensagem na manhã desta sexta-feira (11), mas não houve resposta direta.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.