O dólar fechou a sessão desta sexta-feira (11) em alta de 0,44%, cotado a R$ 5,1250. O Ibovespa recuou 0,56%, aos 187.207 pontos, em um pregão marcado pelos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, pela queda do petróleo e pelo acompanhamento do quadro eleitoral brasileiro.
No Brasil, o IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, a maior queda de preços desde agosto de 2022, quando o indicador recuou 0,36%. A inflação acumulada ficou em 3,11% no ano e em 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho.
O resultado aumentou a expectativa de um novo corte da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária na próxima semana. Dados divulgados pela B3 na véspera indicaram 95% de chance de redução de 0,25 ponto percentual na taxa.
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor subiu 0,4% em agosto, em linha com a previsão do mercado. Em 12 meses, a alta foi de 3,4%, mesma taxa de julho. O núcleo, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3% no mês e 2,4% na base anual. Os dados reforçaram a perspectiva de que o Federal Reserve possa elevar os juros em sua próxima reunião de política monetária.
Os preços do petróleo recuaram após as fortes altas dos últimos dias, quando a commodity voltou a superar US$ 105. O Brent caiu 3,18%, a US$ 104,21 por barril, enquanto o WTI teve baixa de 2,94%, a US$ 99,47.
O mercado continuou atento à guerra entre os Estados Unidos e o Irã e aos ataques dos Houthis, que podem ameaçar embarques pelo Mar Vermelho. A possibilidade de restrições à oferta global de energia também influenciou as projeções para o petróleo.
No exterior, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta: o Dow Jones subiu 0,96%, o S&P 500 avançou 0,85% e o Nasdaq Composite ganhou 0,94%. Na Europa, o STOXX 600 aumentou 0,5%, enquanto o DAX, o CAC-40 e o FTSE 100 avançaram 0,82%, 0,78% e 0,39%, respectivamente. Na Ásia, o SSEC caiu 1,18%, o CSI300 recuou 0,84%, o Hang Seng perdeu 0,60%, o Nikkei baixou 1,93% e o Kospi desvalorizou 1,76%.


