São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Economia

Dólar termina o dia a R$ 5,1252, enquanto Bolsa recua 0,56%

Mercados reagiram à inflação dos Estados Unidos, ao cenário político brasileiro e às oscilações do petróleo nesta sexta-feira (11).

Dólar termina o dia a R$ 5,1252, enquanto Bolsa recua 0,56%
Foto: Folhapress

O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (11) em alta de 0,47%, cotado a R$ 5,1252, depois de passar parte da manhã em queda. O movimento foi revertido ao longo do dia, em meio à cautela dos investidores com o cenário político brasileiro.

O economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, afirmou que o noticiário político contribuiu para a valorização da moeda, especialmente após uma decisão judicial determinar a investigação de um dos candidatos à Presidência.

Documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República cujo sigilo foi levantado pelo Supremo Tribunal Federal apontam que o senador Flávio Bolsonaro era interlocutor direto do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em negociações para investimentos no filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. O material também indica que Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, atuava como gestor do dinheiro arrecadado para a produção.

A crise envolvendo o Banco Master permaneceu no radar. O presidente do STF, Edson Fachin, pediu ao ministro André Mendonça que retire, em até 24 horas, o sigilo de todos os documentos das investigações sobre o caso. O pedido atendeu à PGR, ao ministro Alexandre de Moraes e ao ministro Cristiano Zanin.

Na Bolsa, o Ibovespa caiu 0,56%, aos 187.206 pontos. O índice acompanhou a repercussão do CPI dos Estados Unidos, que acelerou em agosto e foi divulgado antes da reunião do Federal Reserve, marcada para os dias 15 e 16 de setembro. As reuniões ocorrerão nos mesmos dias do Copom, que define a taxa básica de juros brasileira.

No Brasil, o IPCA recuou 0,32% em agosto, na primeira deflação em um ano. A conta de luz caiu 7,63% sob impacto temporário do bônus de Itaipu. Também houve redução nas passagens aéreas, de 13,17%, além de quedas nos preços de alimentos e combustíveis. Para Marcelo Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, o resultado abre espaço para mais um corte de juros na próxima reunião do Copom.

A aceleração da inflação americana, influenciada pelo avanço da gasolina, aumentou as expectativas sobre a decisão do Fed. Vinicius Flores, da Stratton Capital, disse que o resultado foi uma surpresa e avaliou que ele pode contribuir para uma alta dos juros na próxima semana. No fechamento, o FedWatch, do CME Group, apontava 86,5% de probabilidade de elevação para a faixa entre 3,75% e 4%, contra 13,5% de chance de manutenção entre 3,5% e 3,75%.

Mesmo com a inflação maior nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 0,98%, o S&P 500 avançou 0,86% e o Nasdaq ganhou 0,96%.

O petróleo também oscilou durante o pregão. O Brent, referência mundial, era negociado a US$ 104, às 17h32, com baixa de 2,61%. A cotação chegou a se aproximar de US$ 110 antes de recuar após a informação sobre uma possível reunião entre chanceleres do Irã e de países do Golfo Pérsico para discutir o estreito de Hormuz, bloqueado para a navegação desde 28 de fevereiro.

No Iêmen, os houthis avançaram em direção ao controle do estreito de Bab el-Mandeb. O grupo tomou uma cidade e uma ilha consideradas importantes para o tráfego marítimo. Imagens de satélite também mostraram fumaça em um oleoduto que liga campos sauditas ao porto de Yanbu. Em Nova York, Donald Trump participou de uma cerimônia pelos 25 anos do 11 de Setembro e também esteve no memorial no Pentágono.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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