São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Economia

Petróleo e incertezas no STF levam dólar a R$ 5,162 na abertura

Moeda americana avançou 0,77% nesta segunda-feira, enquanto o Brent subiu 3,86% no exterior.

Petróleo e incertezas no STF levam dólar a R$ 5,162 na abertura
Foto: Sam Mircovich/Reuters

O petróleo Brent subiu 3,86%, para US$ 108,65, durante a sessão desta segunda-feira (14), movimento que acompanhou a abertura em alta do dólar. Por volta das 9h46, a moeda americana avançava 0,77%, cotada a R$ 5,162. No exterior, o índice DXY, que compara o dólar com seis moedas fortes, subia 0,49%.

A cautela dos investidores também refletia o cenário político brasileiro, com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e as discussões eleitorais no radar. Documentos da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), cujo sigilo foi retirado pelo STF, apontam que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, era interlocutor direto do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em negociações para investimentos no filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro.

O material indica ainda que Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex-presidente, atuava como gestor dos recursos arrecadados para a produção. Em outro desdobramento, o presidente do STF, Edson Fachin, solicitou ao ministro André Mendonça a retirada, em até 24 horas, do sigilo de documentos das investigações sobre o caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Inflação e juros

Na sexta-feira (11), o dólar havia encerrado o pregão com alta de 0,47%, a R$ 5,1252. No mesmo dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA recuou 0,32% em agosto, na primeira deflação em um ano.

A queda do índice foi influenciada principalmente pela redução de 7,63% na conta de luz, sob efeito temporário do bônus de Itaipu. Também caíram os preços de passagens aéreas, com variação de -13,17%, além de alimentos e combustíveis. Para Marcelo Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, o resultado abre espaço para mais um corte na taxa básica de juros na próxima reunião do Copom.

Nos Estados Unidos, a aceleração do CPI em agosto, impulsionada pelo aumento da gasolina, reforçou as expectativas sobre a próxima decisão do Federal Reserve (Fed). A reunião está marcada para os dias 15 e 16 de setembro, mesma data dos encontros do Copom, na chamada superquarta.

Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital, disse que a inflação americana veio acima do esperado. No fechamento de sexta-feira, o FedWatch, do CME Group, apontava 86,5% de probabilidade de elevação dos juros para o intervalo entre 3,75% e 4%, contra 13,5% de chance de manutenção da faixa entre 3,5% e 3,75%.

Na Bolsa, o Ibovespa fechou em queda de 0,56%, aos 187.206 pontos, acompanhando a repercussão dos dados de inflação dos Estados Unidos. O mercado também monitorava os efeitos da guerra no Irã sobre o petróleo e as rotas marítimas. O estreito de Hormuz está bloqueado para a navegação desde 28 de fevereiro, enquanto os houthis avançaram em direção ao controle do estreito de Bab el-Mandeb.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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