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Economia

Ibovespa encerra sessão em alta com petróleo e decisões de juros no foco

Mercado acompanhou a valorização do petróleo, o julgamento no STF e as expectativas para Copom e Fed nesta quarta-feira (16).

Ibovespa encerra sessão em alta com petróleo e decisões de juros no foco
Foto: Leandro Martins/Divulgação

O Ibovespa terminou esta terça-feira (15) com alta de 0,54%, aos 186.502 pontos. O dólar avançou 0,10% e encerrou o dia cotado a R$ 5,153. O desempenho da moeda brasileira foi menos intenso que o registrado no exterior: o índice DXY subiu 0,25%.

A valorização do petróleo sustentou as ações do setor de energia. O Brent chegou a subir 3,55%, a US$ 109,43, na máxima da sessão. Os papéis da Petrobras, que correspondem a cerca de 13% do Ibovespa, avançaram 3% durante o pregão.

Para Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil, o petróleo continuou sendo o principal indicador do apetite por risco. Ele afirmou que uma escalada do conflito tende a pressionar o real, embora favoreça as empresas petroleiras.

Guerra e petróleo

A tensão envolvendo o Irã permaneceu entre os fatores observados pelos investidores. Na segunda-feira (14), Donald Trump disse estar aberto ao diálogo com Teerã, depois de afirmar que não negociaria com o país até o fim das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para novembro.

Mohsen Rezaei, chefe da principal instância de segurança iraniana, condicionou a retomada das conversas ao atendimento das exigências do Irã. “Não haverá nenhuma negociação enquanto as condições do Irã não forem atendidas. Ponto final!”, escreveu na rede social X, anteriormente chamada de Twitter.

A obstrução do estreito de Hormuz elevou os riscos para as exportações sauditas pelo Mar Vermelho. Antes do conflito, a passagem respondia pela circulação de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. A tensão também levou os Estados do Golfo a adiar uma reunião com o chanceler iraniano sobre a gestão do estreito.

Inflação e juros

A possibilidade de inflação mais alta aumentou a cautela com ativos de risco e reforçou a expectativa de juros elevados por mais tempo. As decisões do Copom e do Fed estão previstas para quarta-feira (16).

O Boletim Focus projetou que o IPCA termine 2026 em 4,90%, acima do teto da meta, de 4,5%. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Nos Estados Unidos, o CPI subiu 0,4% em agosto. O avanço acumulado em 12 meses foi de 3,4%. Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos atingiram o maior nível desde 2007.

Analistas esperam que o Fed eleve os juros para a faixa de 3,75% a 4%, ante os atuais 3,5% a 3,75%. No Brasil, a previsão é de redução da Selic para 13,75%, contra os atuais 14%.

Julgamento no STF

O mercado também acompanhou o início do julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master.

Mensagens recuperadas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro indicaram a atuação do ministro em favor do ex-banqueiro. O caso resultou em mudanças nas relatorias do inquérito das fake news e dos processos que envolvem o Banco Master, o INSS e a ligação entre Moraes e Vorcaro.

Na sessão desta terça-feira (15), Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela reunião do caso de Moraes com o processo relatado por André Mendonça. A análise foi prevista para o próximo dia 23. Gilmar Mendes também apoia a medida.

Gabriel Mota, analista de renda variável da Manchester Investimentos, afirmou que os investidores tentam avaliar como os candidatos se posicionarão sobre o julgamento, a continuidade das investigações e eventuais medidas para postergar a votação.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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