O dólar avançava 0,56% nesta segunda-feira (14), cotado a R$ 5,1539 perto das 9h. A abertura ocorreu em um ambiente de maior aversão ao risco, com o mercado acompanhando as tensões no Oriente Médio, as expectativas para as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e o cenário político brasileiro.
As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, estavam previstas para começar às 10h.
Juros no Brasil e nos Estados Unidos
Investidores aguardam as decisões do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve, o banco central americano, na chamada Superquarta. A expectativa é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) faça mais um corte da Selic no Brasil. Nos Estados Unidos, o mercado aposta em uma nova alta dos juros.
Os dados de inflação também estão no radar. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, após registrar alta acumulada de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses. Nos Estados Unidos, o CPI subiu 0,4% em agosto. Em 12 meses, a inflação ao consumidor americano avançou 3,4%.
Cenário político brasileiro
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) permanece entre os fatores observados pelos investidores. A expectativa é de uma sessão nesta semana para decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Um relatório da Polícia Federal revelou mensagens trocadas entre os dois.
A proximidade das eleições presidenciais também entrou no radar. Pesquisa Datafolha indica que o presidente Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 44% em uma eventual disputa de segundo turno. Os dois estão tecnicamente empatados.
Ataques afetam mercado de petróleo
Novos ataques na Arábia Saudita e no Estreito de Ormuz voltaram a pressionar as cotações do petróleo. O oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita foi fechado temporariamente após um ataque com drones, segundo autoridades sauditas. A estrutura permite ao país contornar o Estreito de Ormuz e redirecionar suas exportações. A paralisação ameaça até 4% do abastecimento global de petróleo.
Perto das 9h, o barril do Brent subia 3,67%, a US$ 108,45. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 3,45%, a US$ 103,50 o barril. A elevação das cotações reacendeu as preocupações sobre a oferta mundial e os possíveis efeitos sobre a inflação de energia.


