São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Economia

Mercados encerram o dia com dólar em alta e Ibovespa em queda

Inflação brasileira recuou em agosto, mas dados dos Estados Unidos e cautela política pesaram sobre os ativos.

Mercados encerram o dia com dólar em alta e Ibovespa em queda
Foto: Folhapress

O dólar encerrou esta sexta-feira (11) em alta de 0,47%, cotado a R$ 5,1252, enquanto o Ibovespa caiu 0,56%, aos 187.206 pontos. A moeda chegou a recuar pela manhã, acompanhando a queda do petróleo e dos juros americanos, mas mudou de direção ao longo do pregão.

A alta do dólar ocorreu em meio à cautela dos investidores com o cenário político. O economista sênior da Nomad Vitor Kayo afirmou que o noticiário contribuiu para o movimento, especialmente após uma decisão judicial determinar a investigação de um dos candidatos à Presidência.

Documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, cujo sigilo foi levantado pelo Supremo Tribunal Federal, apontam que o senador Flávio Bolsonaro era interlocutor direto do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em negociações para investimentos no filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. O material também indica que Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, atuava como gestor dos recursos levantados para a produção.

Inflação e juros

O IPCA recuou 0,32% em agosto, na primeira deflação em um ano. A principal contribuição veio da conta de luz, que ficou 7,63% mais barata sob efeito temporário do bônus de Itaipu. As passagens aéreas tiveram redução de 13,17%, e também houve queda nos preços de alimentos e combustíveis.

Marcelo Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, avaliou o resultado como positivo e disse que o dado abre espaço para mais um corte na taxa básica de juros na próxima reunião do Copom.

Nos Estados Unidos, a aceleração do índice de preços ao consumidor, influenciada pelo aumento da gasolina, afetou as expectativas para a próxima reunião do Federal Reserve, marcada para os dias 15 e 16 de setembro, na mesma data dos encontros do Copom. Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital, afirmou que a alta da inflação americana foi uma surpresa. “Acredito que o dado contribui para o Banco Central americano aumentar as taxas de juros na semana que vem”, disse.

No fechamento, o FedWatch, do CME Group, indicava 86,5% de probabilidade de elevação dos juros para a faixa entre 3,75% e 4%, contra 13,5% de chance de manutenção do intervalo entre 3,5% e 3,75%. Mesmo com a inflação mais alta, o Dow Jones avançou 0,98%, o S&P 500 subiu 0,86% e o Nasdaq ganhou 0,96%.

Petróleo e cenário internacional

O petróleo também influenciou os negócios. O Brent, referência mundial, era negociado a US$ 104 às 17h32, com baixa de 2,61%, depois de ter se aproximado de US$ 110 no início da sessão. O recuo ocorreu após a informação sobre uma possível reunião entre chanceleres do Irã e de países do Golfo Pérsico para discutir a situação do estreito de Hormuz, bloqueado desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

A ofensiva dos houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, avançou em direção ao controle do estreito de Bab el-Mandeb. Na véspera (10), o grupo havia anunciado a tomada de Mocha. Imagens de satélite também mostraram fumaça saindo de um oleoduto que liga campos sauditas ao porto de Yanbu.

No Brasil, as taxas dos DIs terminaram próximas da estabilidade, após recuperação à tarde. Os investidores também acompanharam os desdobramentos do caso Banco Master. O presidente do STF, Edson Fachin, pediu ao ministro André Mendonça a retirada, em até 24 horas, do sigilo dos documentos da investigação. O pedido foi feito após solicitação da PGR e de Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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