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Política

Douglas Ruas deve assumir governo do Rio após decisão eleitoral

Deputado estadual e presidente da Alerj, Ruas terá os votos anulados de Anthony Garotinho incorporados à sua votação.

Douglas Ruas deve assumir governo do Rio após decisão eleitoral
Foto: Folhapress

Douglas Ruas (PL) deve ser proclamado governador eleito do Rio de Janeiro pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado após o Tribunal Superior Eleitoral anular os votos de Anthony Garotinho (Republicanos). Com a decisão, Ruas passa a somar 50,88% dos votos válidos e vence a disputa no primeiro turno.

Deputado estadual em primeiro mandato e presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Ruas construiu sua trajetória política em São Gonçalo, onde seu pai, o prefeito capitão Nelson (PL), exerce o cargo. Ele também mantém ligação política com Altineu Côrtes (PL), vice-presidente da Câmara dos Deputados.

Carreira pública e campanha

Policial civil concursado desde 2013, Ruas trabalhou na 81ª DP (Itaipu) e na Delegacia de Homicídios de Niterói. Em 2017, foi cedido à Prefeitura de São Gonçalo para atuar como subsecretário do Trabalho. Dois anos depois, assumiu a Superintendência Regional da Baía de Guanabara no Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Em 2021, no início do primeiro mandato do pai na prefeitura, tornou-se secretário municipal de Gestão Integrada e Projetos Especiais. Na função, passou a coordenar investimentos e a captar recursos para obras no município.

Ruas foi eleito deputado estadual em 2022, com 175.977 votos, a segunda maior votação. Desse total, 149.576 foram obtidos em São Gonçalo, onde alcançou 33% dos votos válidos. Em setembro de 2023, deixou a Alerj após nove meses para assumir a Secretaria de Cidades na gestão Cláudio Castro (PL).

Na pasta, conduziu obras de asfaltamento, melhorias urbanas e intervenções em sistemas de drenagem. Também participou da implantação de um corredor de ônibus em São Gonçalo, com custo de R$ 320 milhões. Em sua campanha ao governo, apresentou-se como representante do bolsonarismo no estado e associou o adversário Eduardo Paes (PSD) ao presidente Lula.

Investigações e disputa institucional

Ruas foi escolhido candidato ao governo depois da prisão de Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Alerj acusado de vazar informações de uma investigação da Polícia Federal contra um ex-deputado ligado ao Comando Vermelho. Durante a campanha, procurou se afastar politicamente de Cláudio Castro, dizendo que mantinha com o ex-governador apenas uma relação profissional.

Uma auditoria da gestão interina do desembargador Ricardo Couto apontou possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Cidades. Entre os achados está um aditivo de 45% firmado 17 dias depois do início da execução de um contrato.

Ruas também detém 90% da empresa Saur Construção, Terraplanagem e Locação Ltda. A companhia fez aquisições de terrenos e precatórios nos últimos três anos. Operações semelhantes foram realizadas por Mariana Barbosa, mulher de Ruas, e pela empresa dela.

A auditoria e as transações levaram a Procuradoria-Geral de Justiça a abrir investigação contra Ruas por suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ele foi eleito presidente da Alerj em abril, após a cassação do mandato de Bacellar. A primeira votação foi anulada pela Justiça por ter ocorrido antes da retotalização dos votos pelo TRE-RJ, e Ruas assumiu o comando do Legislativo após uma segunda eleição.

O deputado pediu ao Supremo Tribunal Federal para ocupar interinamente o governo, hoje exercido por Ricardo Couto desde a renúncia de Castro, em março. Os ministros Cristiano Zanin e Luiz Fux negaram a solicitação em duas ocasiões. Couto permanece no cargo por força de uma liminar do STF.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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