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Política

Eleitores que estavam indecisos definem votos, mas mantêm reservas para a disputa presidencial

Oito dos dez entrevistados passaram a indicar um candidato, embora parte deles ainda hesite entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Eleitores que estavam indecisos definem votos, mas mantêm reservas para a disputa presidencial
Foto: Arquivo pessoal

Oito dos dez eleitores acompanhados desde março, quando ainda não tinham candidato à Presidência, passaram a indicar uma preferência na reta final da campanha. As escolhas, porém, são marcadas por ressalvas, e alguns ainda não decidiram como votariam em um eventual segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), líderes nas pesquisas.

Lula, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com duas preferências cada. Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) foram escolhidos por um entrevistado cada. Um eleitor pretende votar em um candidato de menor expressão como protesto, enquanto outra entrevistada cogita anular o voto. As entrevistas não têm representatividade estatística.

Entre os que escolheram Lula está a psicóloga Agda Abreu, de Senhor do Bonfim (BA). Ela critica a atual gestão do presidente, descarta candidatos de direita e afirma que Augusto Cury não a representou nos debates. Sua decisão, disse, decorre mais da falta de alternativa do que de entusiasmo.

Nissen Cabral Jr., agrimensor de Dourados (MS), também optou pelo petista. Ele considera útil votar para impedir o avanço de Flávio Bolsonaro e demonstra preocupação com a democracia e a autonomia do Judiciário, embora defenda reformas na corte.

Magali Barros, que trabalha com atendimento ao público em São Paulo, decidiu apoiar Flávio Bolsonaro. Ela afirma ter simpatia por Caiado, mas teme desperdiçar o voto ao escolhê-lo. A mudança ocorreu depois que passou a acompanhar o horário eleitoral.

O cacique Baré Rui Leno Macedo de Moraes, de Barcelos (AM), também mantém apoio a Flávio. Ele menciona o custo dos alimentos e espera que o candidato dê atenção aos povos indígenas, embora reconheça críticas à gestão de Jair Bolsonaro nessa área. Rui afirma que não vota para derrotar Lula e atribui ao petista a ampliação do acesso à universidade.

José Marques, agricultor de Bocaiuva (MG), escolheu Caiado no primeiro turno. Ele busca mudança na Presidência e menor confronto entre os grupos políticos. Em um segundo turno entre Lula e Flávio, contudo, votaria no petista. Renato Lucas da Silva, empresário de São José dos Campos (SP), também passou a considerar Caiado, depois de abandonar a inclinação inicial por Romeu Zema (Novo). No segundo turno, escolheria Lula, apesar de criticar impostos e custos de produção.

André Guedes, cartunista do Rio, indica Renan Santos, mas mantém dúvidas. Almir Barros Costa, professor aposentado de Salvador, ainda não definiu seu voto e pretende escolher um candidato de esquerda como forma de protesto. Em uma disputa entre Lula e Flávio, prefere o petista.

Ednilza Jacinto de Oliveira, auxiliar de cozinha e cuidadora de Peruíbe (SP), passou a indicar Augusto Cury. Ela havia descartado Flávio e diz ter acompanhado pouco o noticiário. No segundo turno, ainda hesita entre Lula e o voto em branco, mas não escolheria o senador.

Sandra Roque, supervisora comercial de São Paulo, cogita anular. Ela não se animou com os candidatos, embora ainda demonstre algum interesse por Caiado, e afirma não ver propostas plausíveis em Renan Santos. Lula e Flávio também foram descartados por ela.

Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (24) mostra Lula e Flávio Bolsonaro com 23% cada entre eleitores não alinhados, no cenário estimulado de primeiro turno. Augusto Cury tem 15%, Renan Santos, 8%, e Ronaldo Caiado, 7%. Brancos e nulos somam 13%, enquanto 3% permanecem indecisos.

No eventual segundo turno entre Lula e Flávio, o senador registra 39% nesse segmento, contra 34% do petista. O resultado configura empate técnico. Brancos e nulos correspondem a 24%, e 2% continuam indecisos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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