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Política

Ex-VJs da MTV expõem posições políticas distintas após apoio de Penélope Nova

Declaração de Penélope Nova como bolsonarista reacendeu discussões sobre as posições públicas de antigos nomes da emissora.

A declaração de Penélope Nova de que é “assumidamente bolsonarista”, após aparecer ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) e participar de um ato na Avenida Paulista no último domingo, 7, provocou reações entre antigos fãs da MTV. A apresentadora afirmou nas redes sociais que havia “saído do armário direito”.

A posição adotada por Penélope contrasta com a imagem associada à sua passagem pela emissora, entre 2001 e 2011, período em que apresentou programas sobre sexo e relacionamentos. Outros ex-VJs também tornaram públicas suas preferências ou críticas políticas, embora nem todos possam ser identificados com um campo partidário definido.

Apoios e críticas ao bolsonarismo

Titi Müller está entre as ex-VJs que mais se manifestam politicamente. Em 2019, durante o Rock in Rio, apontou o microfone para o público que xingava Jair Bolsonaro e ironizou a situação. Em 2022, apresentou o Festival do Futuro, evento da posse de Luiz Inácio Lula da Silva.

Astrid Fontenelle, que comandou o Disk MTV e o Barraco MTV, declarou apoio a Lula e a Guilherme Boulos nas eleições de 2022. Também criticou Jair Bolsonaro e, após a condenação do ex-presidente em 2025, disse que “a democracia venceu”. Ao falar sobre sua saída da Globo, afirmou que manteria suas posições diante de desigualdades, indiferenças, ameaças de fascismo e racismo.

Fernanda Lima aderiu ao movimento “#EleNão” nas eleições de 2018 e chamou Bolsonaro de “fascista”. Em 2022, declarou apoio a Lula. Marina Person, que passou por Non Stop, Mochilão MTV e Cine MTV, classificou o governo Bolsonaro como “autoritário e despreparado” em 2019. Em 2026, criticou a falta de recursos e de continuidade nas políticas públicas para o audiovisual e avaliou que o governo Lula ainda não havia reconstruído plenamente estruturas do Ministério da Cultura, da Secretaria do Audiovisual e do fundo setorial.

João Gordo declarou em 2022 que votaria em Lula para evitar a reeleição de Bolsonaro. Sua produção musical inclui críticas políticas, como as músicas Alerta Antifascista, do álbum Necropolítica (2022), e Suposicollor (1993). Na MTV, apresentou Gordo a Go-Go e Gordo Visita.

Posições sem enquadramento definido

Marcos Mion reuniu-se com Jair Bolsonaro em 2019 para tratar de políticas para pessoas com autismo e publicou que “Meu partido é o autismo”. Em 2023, criticou uma declaração de Lula considerada capacitista. Ele nunca declarou voto em Bolsonaro.

Zeca Camargo demonstrou proximidade com Lula e críticas ao ambiente político ligado a Bolsonaro. Em 2020, publicou uma foto de uma bandeira brasileira rasgada e defendeu a recuperação de uma bandeira “digna, vibrante, honrada”. Em 2022, apareceu com Astrid Fontenelle em um vídeo de receita de “lula com chuchu” compartilhado pelo então candidato Lula e foi fotografado com a primeira-dama, Janja, durante o Círio de Nazaré.

Maria Paula filiou-se ao União Brasil em 2022 e cogitou disputar uma vaga nas eleições daquele ano, mas desistiu após discordar das alianças do partido. Depois, definiu-se como “suprapartidária”. Didi Wagner, ligada a pautas comportamentais e feministas, não apresenta declarações eleitorais recentes suficientemente claras para ser associada a um campo partidário específico.

Soninha Francine foi eleita vereadora de São Paulo pelo PT em 2004, deixou a legenda, passou pelo PPS e chegou ao Cidadania. Antes, definia-se como “de esquerda”. Atualmente, aproxima-se do centro-direita e apoia a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos), embora critique Lula e o bolsonarismo.

Edgard Piccoli, que permaneceu 14 anos na MTV, já afirmou ter se decepcionado com a esquerda e com o PT, mas também critica Bolsonaro. Bento Ribeiro faz críticas a setores progressistas e conservadores. Comentários sobre cultura woke e progressismo alimentaram discussões sobre uma possível guinada à direita, mas seus conteúdos também ironizam apoiadores de Bolsonaro e movimentos conservadores. Não há evidência suficiente para classificá-lo como bolsonarista ou lulista.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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