O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (8) que o fim da reeleição deve valer para o próprio mandato, caso seja eleito. A proposta está entre suas promessas de campanha.
“Propus pra mim. Tem que valer pra mim”, declarou. Flávio disse ser autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a reeleição e afirmou que pretende usar a força política de um presidente eleito para aprová-la.
Restrição a parentes
Na mesma declaração, o senador defendeu que a mudança também impeça parentes até terceiro grau de concorrerem ao mesmo cargo. Segundo ele, a regra alcançaria Jair Bolsonaro e impediria uma eventual candidatura do ex-presidente à vice-presidência ou à Presidência em 2030.
“Se eu for presidente da República a partir de 2027, nenhum parente meu pode ser candidato”, afirmou Flávio.
A possibilidade de Jair Bolsonaro disputar a eleição de 2030 havia sido discutida nos bastidores, especialmente diante da hipótese de o ex-presidente ser solto pelo Supremo Tribunal Federal após a eleição. A restrição também atingiria as pretensões presidenciais de Michelle Bolsonaro, que foi cotada para uma eventual chapa com Tarcísio de Freitas, governador reeleito de São Paulo.
Outras propostas
Flávio passou a ser cobrado por propostas de reforma depois de ganhar força na disputa presidencial. No primeiro turno, recebeu 47,03% dos votos, enquanto Lula teve 45,16%.
A promessa de não buscar um novo mandato tem sido usada para conquistar apoios e deixar o caminho aberto para sucessores de fora da família. Tarcísio de Freitas, do Republicanos, é citado como o principal nome cotado.
Na quarta-feira (7), Flávio já havia apresentado outras mudanças que pretende defender. Entre elas estão a redução da maioridade penal, a reforma do Judiciário, a reforma política, alterações na reforma tributária e o fim da reeleição para presidente.
Ele também afirmou que o Congresso deverá definir se o mandato presidencial terá 4 ou 5 anos e se o fim da reeleição será aplicado apenas ao presidente ou também aos governadores. “É o Congresso que vai definir os critérios”, disse.


