BRASÍLIA — O Podemos declarou nesta quinta-feira (8) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A decisão foi anunciada após uma reunião da bancada do partido com o candidato no QG de campanha do PL, em Brasília, e fez da legenda a quinta a aderir oficialmente à candidatura.
A presidente do Podemos, deputada reeleita Renata Abreu (SP), afirmou que o partido não fechou questão. Com isso, filiados não serão punidos caso façam campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"O Brasil quer mudança, os brasileiros querem voltar a sonhar com o Brasil", declarou Renata. Em seguida, ela afirmou que o apoio representa também um compromisso com o futuro do país.
Participaram do encontro nomes como Gilson Machado, ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro e deputado eleito por Pernambuco. O governador reeleito de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), também esteve na reunião. O Podemos elegeu seis deputados no estado e integra a base de apoio do governador.
Apoios e composição política
O Podemos ganhou espaço na eleição para a Câmara. No último domingo (4), elegeu 27 deputados e passou a ser a sétima maior força da Casa. Em 2022, havia elegido 12 representantes.
Flávio Bolsonaro já havia recebido o apoio da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, além de Republicanos e Novo. Também aderiram os candidatos derrotados Ronaldo Caiado (PSD), embora o partido tenha mantido a neutralidade, e Romeu Zema (Novo), junto com sua legenda.
O candidato do PL terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, ante 45,16% de Lula. A partir desse resultado, os partidos passaram a buscar apoio com expectativa de obter melhores condições de negociação com o PL. As siglas esperam que os gestos sejam considerados na divisão de forças no Congresso e na composição da Esplanada em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Apesar da adesão de Caiado, Flávio não obteve o apoio formal do PSD. Ele também enfrenta dificuldades no MDB, cujo presidente nacional, o deputado reeleito Baleia Rossi (SP), resiste aos apelos da ala bolsonarista do partido. A tendência é que os filiados sejam liberados.


