A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação contra 29 pessoas ligadas à produção de “Dark Horse”, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação apura a suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares para o projeto. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de uma representação da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
Durante uma transmissão nas redes sociais, Flávio Bolsonaro (PL) negou que dinheiro público tenha sido usado no financiamento do filme e classificou a operação como uma tentativa de interferência política nas eleições. O candidato afirmou que sua defesa apresentará ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um pedido para investigar Dino por uma suposta articulação política.
Questionamentos sobre a Polícia Federal
Flávio também insinuou uma troca de favores entre Dino e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O candidato criticou a reintegração de Rodrigues ao comando da corporação, determinada por Dino depois de o ministro André Mendonça tê-lo afastado na terça (8). Para Flávio, a decisão foi uma “canetada completamente ilegal”.
Na transmissão, o presidenciável afirmou: “Faltam 24 dias para a eleição, eles precisam inventar alguma coisa contra mim.” Ele também disse que a produtora do filme, Karina Gama, estaria sendo ameaçada e declarou que o investimento na produção foi privado.
“Não tem nada de errado com o filme do Bolsonaro. Foi tudo redondinho, investimento privado num filme privado”, afirmou Flávio.
O candidato ainda declarou estar decepcionado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por ele ter se reunido com o ministro do STF Alexandre de Moraes. Flávio também criticou integrantes da corte, afirmando que algumas pessoas estariam mais preocupadas em defender os próprios interesses do que a instituição, a democracia e a Constituição.


