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Política

Gilmar solicita compartilhamento integral de provas do caso Banco Master

Ministro quer que os integrantes do STF consultem os dados do celular de Daniel Vorcaro e todos os documentos da investigação.

Gilmar solicita compartilhamento integral de provas do caso Banco Master
Foto: Folhapress

O ministro Gilmar Mendes pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que os integrantes da Corte tenham acesso aos dados do celular de Daniel Vorcaro e à íntegra dos documentos da investigação sobre o Banco Master.

O pedido foi apresentado depois de Cristiano Zanin reiterar a solicitação para receber uma cópia do aparelho. Gilmar afirmou que somente o relator do caso, André Mendonça, dispõe do conteúdo bruto do celular, enquanto os demais ministros têm acesso apenas ao material incluído nos autos.

Para Gilmar, o compartilhamento das informações é necessário para garantir condições equivalentes de análise entre os ministros. Ele afirmou que o acesso desigual pode comprometer a paridade na avaliação do caso e defendeu que cada integrante forme sua própria convicção com base no conjunto completo das provas, e não em trechos ou resumos.

Caso a entrega direta da cópia não seja possível, o ministro pediu que as informações sejam solicitadas à Polícia Federal. Mendonça havia recusado o pedido de Zanin, sob o argumento de que a retirada do sigilo do aparelho poderia violar o dever estatal de investigar e prejudicar os procedimentos de apuração.

Disputa sobre os documentos

A sequência de pedidos ocorre após a divulgação de mensagens entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. As conversas, incluídas em um relatório da Polícia Federal elaborado a pedido de Mendonça, mostram que o ex-banqueiro buscava informações sobre a investigação contra o Banco Master e perguntou ao ministro se deveria deixar o país.

Moraes pediu que Mendonça fosse investigado. Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que todo o material da apuração fosse tornado público.

Fachin marcou para terça-feira (15) uma sessão do plenário do STF sobre as mensagens e, na quinta-feira (10), determinou que Mendonça retirasse o sigilo dos documentos, exceto daqueles cuja divulgação pudesse comprometer as investigações. Na sexta-feira (11), após pedido da Procuradoria-Geral da República para que todo o conteúdo fosse revelado, Fachin ordenou uma ampliação da quebra de sigilo.

A decisão alcançou processos relacionados aos senadores Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Jaques Wagner. O material liberado inicialmente foi considerado insuficiente por críticos e provocou novos ofícios entre os ministros. Gilmar também pediu o adiamento da sessão marcada para terça-feira (15).

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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