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Política

Violência desloca 1,5 milhão e deixa eleição haitiana sem nova data

Conselho Eleitoral provisório interrompe etapas do processo; votação prevista para dezembro de 2026 foi suspensa por tempo indeterminado.

Violência desloca 1,5 milhão e deixa eleição haitiana sem nova data
Foto: Reuters

A violência armada deslocou cerca de 1,5 milhão de haitianos, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), em um cenário que também levou o Conselho Eleitoral provisório a interromper as primeiras etapas do processo eleitoral. As eleições presidenciais e legislativas previstas para dezembro foram adiadas por tempo indeterminado, sem nova data anunciada.

O anúncio ocorreu nesta terça-feira (6). O calendário divulgado em julho previa o primeiro turno para 13 de dezembro de 2026 e o segundo para 21 de fevereiro de 2027. O Conselho Eleitoral informou que o cronograma será publicado novamente o mais breve possível.

A suspensão ocorre enquanto grupos armados, em grande parte reunidos na aliança Viv Ansanm, controlam a maior parte de Porto Príncipe. A região metropolitana da capital abriga cerca de um quarto da população do país. As organizações também ampliaram sua atuação para áreas centrais e rurais do Haiti.

Crise e processo eleitoral

A violência provocou massacres, ataques, escassez de alimentos, extorsões e sequestros. Gangues também são apontadas no texto por assassinatos, estupros e recrutamento de menores. A situação dificulta a realização de uma votação livre e justa.

A última eleição no Haiti ocorreu em 2016. Jovenel Moïse, então presidente, foi assassinado em 2021 e não teve sucessor. Governos sucessivos receberam a tarefa de organizar novas eleições, mas afirmaram que a insegurança, em meio ao conflito com grupos armados, tornava a realização do pleito impossível.

Em julho, o Conselho Eleitoral havia anunciado as datas agora suspensas. Em comunicado nesta terça-feira, o órgão declarou que o período inicialmente previsto para a campanha eleitoral foi adiado.

No final de setembro, o Conselho de Segurança da ONU prorrogou por seis meses a atuação da Força de Supressão de Gangues (GSF), enviada ao Haiti para enfrentar os grupos armados. Anunciada no ano passado, a missão deveria chegar a 5.500 agentes e 50 civis entre abril e outubro, mas permanece abaixo dessa meta. O país tem aproximadamente 11 milhões de habitantes.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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