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Política

Sigilo revela suspeitas sobre filme ligado a Flávio e viagens pagas por Vorcaro

Documentos liberados pelo STF detalham apurações sobre o filme “Dark Horse”, servidores do Banco Central e relações de Daniel Vorcaro.

Sigilo revela suspeitas sobre filme ligado a Flávio e viagens pagas por Vorcaro
Foto: Reuters

A investigação sobre o filme “Dark Horse” passou a incluir formalmente o senador Flávio Bolsonaro desde julho, segundo os documentos cujo sigilo foi retirado pelo Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal apura possível lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados à produção, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os investigadores suspeitam que parte dos recursos tenha custeado a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Documentos da PF e da Procuradoria-Geral da República indicam ainda que Flávio mantinha contato direto com Daniel Vorcaro para negociar investimentos no filme. Foram discutidos ao menos US$ 24 milhões, dos quais no mínimo US$ 12,3 milhões teriam sido efetivamente pagos.

Na quinta-feira (10), uma operação autorizada pelo ministro Flávio Dino investigou suspeitas de desvio de dinheiro público relacionado à produção. Mario Frias, deputado e produtor-executivo, foi alvo de busca e apreensão. Karina Gama, da Go Up Entertainment, também foi incluída na ação.

Comprovantes entregues pela produtora mostram despesas de R$ 10 mil com o aluguel de uma peruca para Jim Caviezel e de ao menos R$ 700 mil com hospedagem do ator, de seu agente e de seguranças no hotel Unique, em São Paulo. A empresa está registrada em Guarulhos, na Grande São Paulo, em um endereço onde funciona uma loja de vestidos de noivas.

Viagens e contatos no Banco Central

Relatórios da Polícia Federal enviados ao STF afirmam que Vorcaro pagou viagens e jantares internacionais para dois servidores do Banco Central suspeitos de favorecer o Banco Master. O ex-chefe de Supervisão Bancária Belline Santana teria viajado a Paris com a esposa, com despesas parcialmente custeadas pelo ex-banqueiro.

A PF também afirma que Vorcaro pagou uma viagem de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do Banco Central, à Disney, nos Estados Unidos. Segundo a investigação, o ex-banqueiro pediu que ele tentasse impedir mudanças em regras sobre investimentos de fundos de previdência que poderiam afetar o Master.

Os documentos liberados também descrevem a atuação do grupo “A Turma”, liderado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário. O grupo teria combinado formas de intimidar pessoas, inclusive jornalistas, e acessado informações confidenciais.

Decisões sobre o sigilo

Na quinta-feira (10), Edson Fachin pediu a divulgação dos documentos, preservando apenas o material que pudesse prejudicar as investigações. André Mendonça retirou o sigilo de 14 procedimentos e do inquérito principal. Na sexta-feira (11), Fachin solicitou a liberação de todos os documentos em 24 horas.

O fim da restrição também foi defendido por Lula e pela PGR. No sábado (12), Fachin retirou Mendonça da relatoria do processo que envolve Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, assumiu a condução do caso e determinou a paralisação temporária das investigações do Master e do INSS. Mendonça deveria encaminhar os autos à Presidência do STF.

A liberação alcançou ainda investigações envolvendo Cláudio Castro, Jaques Wagner e Ciro Nogueira. Em uma operação realizada em 7 de maio deste ano, a PF encontrou na casa de Ciro Nogueira, em Brasília, uma lista manuscrita intitulada “Câmara”, com nomes e números que a corporação considera possivelmente relacionados a valores.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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