A Casa Branca barrou neste sábado (19) a entrada de jornalistas da CNN, da MS Now e do Politico, cumprindo uma ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida havia sido anunciada na sexta-feira (18), com a acusação, sem provas, de que os três veículos divulgam notícias falsas.
Profissionais das empresas não conseguiram acessar a residência presidencial. Akayla Gardner, correspondente da MS Now, afirmou que sua credencial deixou de funcionar ao tentar entrar no local. Segundo ela, uma luz vermelha começou a piscar, e um agente pediu a entrega do documento.
Cheyenne Haslett, do Politico, também foi impedida de entrar, e o Serviço Secreto confiscou sua credencial, conforme nota do editor-chefe Jonathan Greenberger. Betsy Klein, da CNN, relatou que havia cinegrafistas aguardando sua chegada no portão de acesso ao complexo.
Os veículos classificaram a decisão como uma violação da Constituição dos Estados Unidos e disseram que continuarão cobrindo o governo americano. A CNN afirmou que a proibição representa um ataque ilegal ao direito de exercer o jornalismo sem interferência governamental. A MS Now publicou que o acesso à Casa Branca pertence ao povo americano e está relacionado ao direito de manter a população informada.
Trump declarou na sexta-feira (18) que a restrição tinha efeito imediato e disse que outras empresas de comunicação poderiam receber o mesmo tratamento, sem indicar quais. As companhias avaliam recorrer à Justiça para tentar recuperar o acesso à residência presidencial.
A organização Repórteres sem Fronteiras também chamou o acesso da imprensa de um direito voltado à informação independente e informou que adotará medidas legais. Trump costuma criticar veículos cuja cobertura considera desfavorável, além de ter apresentado ações por difamação e atacado jornalistas no Truth Social.

