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Internacional

IWMF aponta padrão de ataques de Trump contra jornalistas mulheres

Monitor da organização registra 33 episódios desde 2015 e identifica referências à aparência, à inteligência e ao comportamento das profissionais.

IWMF aponta padrão de ataques de Trump contra jornalistas mulheres
Foto: Mandel Ngan/Afp

A decisão de Donald Trump de impedir o acesso de CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca reacendeu o debate sobre a forma como o presidente americano trata jornalistas mulheres. Nesta sexta-feira (18), ele justificou a medida com acusações, sem provas, de que os veículos publicavam notícias falsas e afirmou que outras organizações também poderiam ser barradas.

Questionado por uma repórter sobre uma possível tentativa de intimidar a imprensa, Trump negou e passou a atacá-la pessoalmente. “Não gosto de imprensa desonesta como você. Acho você péssima”, disse. Ele também afirmou considerar que tem o direito de restringir o acesso de veículos que, em sua avaliação, publiquem informações falsas de maneira repetida.

Registros desde 2015

Os episódios são reunidos pela International Women’s Media Foundation (IWMF), organização baseada em Washington. O monitor On The Record contabilizou 33 ocorrências desde 2015, sendo 17 em 2026. Em metade dos casos, as jornalistas atingidas eram mulheres não brancas.

O levantamento inclui respostas dadas durante entrevistas e publicações em redes sociais. As manifestações registradas fazem referência à aparência, à inteligência ou ao comportamento das profissionais, e não apenas ao conteúdo de suas perguntas ou reportagens.

Entre os casos de 2026 estão ataques a Maggie Haberman, do New York Times, chamada por Trump de “pouco atraente por dentro e por fora” e “perseguidora”. O presidente também perguntou repetidamente a Kaitlan Collins, da CNN, por que ela não sorria. Em outro episódio, afirmou que Kristen Welker, da NBC News, deveria ser denunciada à Comissão Federal de Comunicações para ser repreendida ou punida.

Padrão identificado pela organização

Elisa Lees Muñoz, presidente da IWMF, afirmou que ataques pessoais são menos frequentes quando Trump responde a jornalistas homens. Segundo ela, a análise da entidade encontrou apenas “um punhado” de ocasiões em que o presidente usou expressões como “você é idiota” ou “você é burro”.

A organização começou a acompanhar os episódios durante o primeiro mandato de Trump, depois de identificar que os ataques dirigidos a mulheres frequentemente incluíam comentários sobre aparência e questionamentos sobre inteligência. O monitor passou a registrar também qual pergunta havia sido feita imediatamente antes de cada agressão, para evidenciar a repetição do padrão.

Muñoz disse que a entidade pretende estudar, em uma segunda etapa, o que ocorre com as jornalistas depois de serem citadas ou atacadas publicamente. Pesquisas anteriores da IWMF, segundo ela, apontam aumento do assédio online, além de casos de autocensura, menor presença nas redes sociais e adoção de medidas adicionais de segurança.

Para a presidente da organização, a repetição desses episódios pode fazer com que sejam tratados como parte do estilo político de Trump. “Esse comportamento está se normalizando”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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