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Política

TSE admite ação contra Lula por suposto abuso de poder político

Ação apresentada pela coligação de Flávio Bolsonaro acusa o presidente de usar estruturas do governo em benefício eleitoral.

TSE admite ação contra Lula por suposto abuso de poder político

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Justiça Eleitoral em exercício, recebeu nesta segunda-feira (28/9) uma ação de investigação judicial eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O processo aponta suposto abuso de poder político nas eleições deste ano.

A iniciativa foi apresentada pela coligação de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula nas urnas. Os autores afirmam que houve uso reiterado da estrutura administrativa e institucional do governo federal e de outros órgãos públicos para fins político-eleitorais.

O recebimento indica que a investigação terá prosseguimento, após o reconhecimento do preenchimento dos requisitos legais para a tramitação. Antes de analisar pedidos liminares, Cueva solicitou esclarecimentos à coligação.

Entre as medidas requeridas está a proibição de Lula utilizar, reproduzir, editar, recortar ou impulsionar imagens e áudios de 25 episódios que já são alvo de representações por propaganda irregular no tribunal. O relator também pediu que Flávio informe se o mesmo pedido foi apresentado em outros processos e detalhe algumas publicações institucionais do governo, para evitar decisões liminares conflitantes.

Episódios citados na ação

Segundo a acusação, Lula passou a adotar, desde março, um padrão contínuo de uso das prerrogativas e estruturas da Presidência da República em favor de sua candidatura. O primeiro caso mencionado é um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, em 7 de março, na véspera do Dia Internacional da Mulher.

A relação inclui inaugurações de prédios públicos, entrega de ônibus escolares, abertura de caravana federativa, entrevistas no Palácio do Planalto, falas durante sanções de leis e anúncios de investimentos. O episódio mais recente registrado na petição é o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

O material produzido nessas ocasiões foi editado e divulgado pelo Canal Gov, pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e por outras plataformas institucionais.

A ação também retoma decisões do TSE envolvendo Jair Bolsonaro (PL), que, segundo o processo, ultrapassou em 2022 os limites entre as funções de presidente e candidato. Discursos feitos no 7 de setembro, em reunião com embaixadores, em Londres e na Assembleia-Geral da ONU foram analisados pela Justiça Eleitoral. Processos contra ele também trataram do uso de prédios oficiais em transmissões ao vivo.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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