JEQUIÁ DA PRAIA (AL) — O juiz federal Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), afirmou que uma das ações em que votou a favor do Banco Master foi julgada em conjunto com aproximadamente 300 processos, em sessão virtual.
Os votos ocorreram em duas ocasiões e envolveram uma ação relacionada à Usina Cansanção de Sinimbu. O banco é ligado a Daniel Vorcaro. Cerca de seis meses depois dos julgamentos, a advogada Camilla Ramos, mulher do magistrado, assinou um contrato com previsão de honorários de até R$ 427 milhões caso houvesse êxito em 12 processos sobre precatórios do setor sucroalcooleiro.
Newton disse que, no momento da decisão, não havia indicação nos autos de interesse do Banco Master. De acordo com o juiz, o ingresso da instituição ocorreu apenas depois do julgamento. Ele acrescentou que o impedimento legal passou a ser registrado desde então.
Camilla Ramos e Newton são apontados como integrantes da chamada “Turma do KN”, em possível referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques.
As assessorias de imprensa do TRF-1 e do escritório de Camilla Ramos foram procuradas nesta terça-feira (22), mas não haviam respondido. O espaço permanece aberto para manifestações.


