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Saúde

Cobertura vacinal abaixo do necessário amplia vulnerabilidade ao sarampo nas Américas

Opas recomenda vacinação, vigilância e resposta rápida diante do aumento de viagens e eventos religiosos de massa na América do Sul.

Cobertura vacinal abaixo do necessário amplia vulnerabilidade ao sarampo nas Américas
Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

A cobertura da vacina tríplice viral nas Américas ficou abaixo do nível considerado necessário para evitar surtos, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Em 2025, 88% receberam a primeira dose e 85% a segunda, enquanto a referência para prevenir surtos é de 95%.

A organização estima que aproximadamente 1,6 milhão de crianças não tenham recebido nenhuma dose da vacina contra o sarampo nas Américas em 2025. Entre os fatores associados às lacunas estão atrasos acumulados durante a pandemia de Covid, hesitação vacinal em algumas comunidades, dificuldades operacionais e barreiras de acesso aos serviços de saúde, especialmente para povos indígenas, migrantes e populações deslocadas.

Casos e circulação internacional

De 4 de janeiro a 3 de outubro, foram confirmados 55.792 casos de sarampo e 77 mortes em 17 países e territórios da região. O total representa aumento de 4,8 vezes em relação ao mesmo período de 2025.

A Guatemala teve o maior número de registros, seguida por México, Estados Unidos, Peru e Canadá. Esses cinco países reuniram 99,5% dos casos confirmados. Também foram identificados casos na Argentina, em Belize, na Bolívia, no Brasil, no Chile, na Colômbia, na Costa Rica, em El Salvador, em Honduras, no Panamá e no Uruguai.

A Opas afirma que o crescimento global da doença em 2026 aumenta a possibilidade de casos importados por viagens internacionais e de transmissão posterior em comunidades com baixa imunidade. A realização de eventos religiosos de massa na América do Sul, acompanhada da previsão de maior circulação em viagens nacionais e internacionais nos próximos meses, amplia as oportunidades de disseminação do vírus.

Orientação para viajantes

O sarampo é transmitido pelo ar e pode passar de uma pessoa para outra durante tosse, espirro, fala ou respiração. Febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele estão entre os principais sintomas, que geralmente aparecem entre 7 e 14 dias após a exposição.

Como a transmissão pode ocorrer antes do surgimento da erupção cutânea, pessoas infectadas podem expor outras sem saber. Daniel Salas, gerente executivo do Programa Especial de Imunização Integral da Opas, recomenda que participantes de eventos de massa verifiquem a proteção contra a doença, inclusive aqueles que viajam dentro do próprio país.

Pessoas a partir de 6 meses de idade sem comprovação de vacinação precisam receber uma dose antes de viajar ou participar de eventos, de preferência pelo menos duas semanas antes, afirma a organização.

O diretor da Opas, Jarbas Barbosa, também pede que as famílias vacinem os filhos com a tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. A entidade recomenda ainda o reforço da vigilância e da capacidade de detectar e responder rapidamente aos casos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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