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Saúde

Engajamento cultural aparece associado a organismo fisiologicamente mais jovem

Estudo com adultos na Inglaterra relacionou maior frequência em atividades culturais a uma diferença estimada de 1,2 ano na idade fisiológica.

Engajamento cultural aparece associado a organismo fisiologicamente mais jovem
Foto: Folhapress

Um estudo com 1.899 adultos na Inglaterra associou a participação frequente em atividades culturais a uma idade fisiológica menor. A diferença estimada entre os participantes com os menores e os maiores níveis de engajamento foi de cerca de 1,2 ano. Os resultados foram publicados no Journal of Epidemiology and Community Health.

A pesquisa utilizou dados do Elsa (English Longitudinal Study of Ageing), que acompanha adultos com 50 anos ou mais. Os participantes informaram com que frequência iam a cinemas, museus ou galerias e teatros, concertos ou óperas. As respostas foram reunidas em uma escala de zero a 15 pontos.

Para cada ponto a mais nessa escala, a idade fisiológica foi, em média, 0,085 ano menor, o equivalente a cerca de 31 dias. No modelo dos pesquisadores, a estimativa foi de 69 anos para quem marcou zero e de 67,8 anos para quem atingiu 15 pontos. A relação também apareceu quando o engajamento cultural foi comparado à idade fisiológica quatro anos depois.

A idade fisiológica é uma estimativa do envelhecimento do organismo e não corresponde ao tempo de vida. O cálculo considerou dez indicadores ligados a diferentes sistemas, como pressão arterial, capacidade pulmonar, hemoglobina glicada, colesterol LDL, IMC (índice de massa corporal), força de preensão das mãos e velocidade da caminhada. Esses parâmetros refletem aspectos da saúde cardiovascular e metabólica e da capacidade física.

Sley Tanigawa Guimarães, coordenadora da pós-graduação em medicina do estilo de vida da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, afirma que a medida pode ser influenciada por genética, hábitos, trajetória de vida e determinantes sociais da saúde. “Tem uma série de fatores que acabam influenciando”, explica.

A médica aponta que atividades culturais podem envolver planejamento, deslocamento, interação com outras pessoas, atenção, memória, interpretação e emoções. A redução do estresse e o convívio social também estão entre as possíveis explicações. Os autores mencionam associações anteriores entre participação cultural, menor solidão, hábitos mais saudáveis e melhor saúde mental.

O estudo, porém, identificou uma associação e não permite concluir que frequentar teatros, museus ou outras atividades culturais faça alguém envelhecer mais devagar. Pessoas em melhores condições físicas e mentais também podem ter mais disposição e autonomia para participar desses programas.

Segundo Guimarães, não é necessário frequentar eventos caros para manter uma rotina cultural. Ler, ouvir música com atenção, dançar, assistir a filmes, participar de grupos e aproveitar atividades gratuitas são alternativas. “Uma pessoa que ouve e aprecia com atenção uma música na própria casa pode ter até mais valor do que alguém que está só de corpo presente em um espetáculo”, diz.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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