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Saúde

Estudante de medicina denuncia injúria racista após comentário em foto de formatura

João Lucas Brito registrou boletim de ocorrência contra um médico de Brasília; a Polícia Civil investiga o caso.

Estudante de medicina denuncia injúria racista após comentário em foto de formatura
Foto: Reprodução/Instagram

O estudante de medicina e doutorando João Lucas Brito, de 24 anos, registrou um boletim de ocorrência após receber um comentário racista em uma foto de seu ensaio de formatura publicada no Instagram. A mensagem foi escrita por um médico de Brasília que não conhecia nem seguia o universitário.

O comentário dizia: “Saudades de quando favelado não entrava em medicina... Bons tempos”. João Lucas não informou o nome do autor. A Polícia Civil investiga o episódio como injúria praticada no ambiente virtual. Durante a discussão, o médico se identificou e divulgou o número do Conselho Regional de Medicina, informação usada pelo estudante para registrar a ocorrência.

A publicação que recebeu a mensagem mostra João Lucas com um jaleco de médico, óculos de lentes espelhadas e o livro “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais MC's. Nascido e criado no Recife, na Comunidade do Cardoso, no bairro da Madalena, Zona Oeste da cidade, ele afirmou que os elementos escolhidos para as fotos fazem parte de sua trajetória.

O comentário também questionava a credibilidade de instituições de ensino superior do Nordeste. Amigos e seguidores responderam em defesa do universitário. A mensagem foi apagada do Instagram, mas João Lucas mantém cópias das conversas para contribuir com a investigação.

Formação e pesquisa

O estudante está no 11º período de medicina em uma faculdade particular, onde tem bolsa integral pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). Ele será o primeiro médico de sua família.

Aos 23 anos, foi aprovado no doutorado de Saúde Integral do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), em razão do desempenho acadêmico. A formação ocorre por meio do programa Programa MD-PhD, regulamentado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), enquanto ele conclui a graduação.

A pesquisa aborda disparidades étnico-raciais entre nascidos vivos no Brasil. “Não tem como eu ignorar de onde eu venho”, afirmou João Lucas ao explicar a relação entre o estudo e sua origem.

O estudante pretende apresentar uma ação ao Ministério Público de Pernambuco. O cronograma do doutorado prevê um intercâmbio no Canadá em 2027, e a pesquisa deve ser concluída em 2028.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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