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Saúde

Pneumonia bacteriana exige atenção a sintomas e sinais de agravamento

Doença pode causar falta de ar, queda da oxigenação e necessidade de internação; idosos têm maior risco de complicações.

Pneumonia bacteriana exige atenção a sintomas e sinais de agravamento
Foto: Folhapress

O ex-presidente José Sarney, 96, foi internado novamente nesta quinta-feira (24), em São Paulo, para continuar o tratamento de pneumonia bacteriana. Boletim médico do Hospital Sírio-Libanês informa que o quadro é estável. Sarney havia sido internado no último dia 13, em São Luís, e recebeu alta três dias depois. Na capital paulista, ele deve passar por exames e está sob os cuidados de uma equipe coordenada pelo médico Roberto Kalil Filho.

A pneumonia é uma inflamação dos pulmões geralmente provocada por agentes infecciosos, como bactérias, vírus ou fungos. Em idosos, a doença tende a ser mais grave porque o sistema imunológico responde de forma menos eficiente às infecções. Diabetes, problemas cardíacos ou pulmonares também podem reduzir a capacidade do organismo de enfrentar uma infecção respiratória, segundo o infectologista Daniel Paffili Prestes.

No estado de São Paulo, as hospitalizações por pneumonia passaram de 104,1 mil, em 2022, para 125,5 mil em 2024, uma alta de 20,54%. Em 2025, foram 79,5 mil internações até agosto, número 20% maior que o registrado no mesmo período de 2024.

Sintomas e sinais de alerta

A infecção provoca inflamação nos alvéolos, estruturas responsáveis pelas trocas gasosas entre o ar e o sangue. Com a doença, esses espaços podem ser preenchidos por secreções e células inflamatórias, o que dificulta a entrada de oxigênio na circulação.

Os sintomas mais comuns são febre, tosse, cansaço, mal-estar, dor no peito e falta de ar. Também podem ocorrer catarro, calafrios e perda de apetite. Dor ao respirar, chiado no peito e escarro com sangue são outras manifestações possíveis. O catarro pode ser claro ou ter aspecto purulento, amarelado.

O quadro pode começar de forma discreta e piorar em alguns dias. Falta de ar progressiva, inclusive durante atividades simples ou em repouso, respiração acelerada, dificuldade para falar frases completas, confusão mental, sonolência excessiva, lábios ou extremidades arroxeados e queda da saturação de oxigênio são sinais de alerta.

A redução da oxigenação é um dos principais indícios de agravamento. Também podem ocorrer pressão baixa, aumento da frequência cardíaca e piora do estado geral. Em situações graves, o paciente pode precisar de internação em UTI. A sepse de foco pulmonar é uma possível evolução grave e, no choque séptico, há queda importante da pressão arterial e comprometimento da circulação sanguínea.

Diagnóstico e tratamento

A avaliação considera os sintomas, o exame físico e exames complementares. Radiografia ou tomografia computadorizada do tórax podem identificar alterações nos pulmões. Exames de sangue e análises do escarro também podem ser solicitados. Em algumas situações, é necessário coletar material das vias respiratórias por broncoscopia.

O objetivo é identificar, quando possível, o agente responsável pela infecção e diferenciar a pneumonia bacteriana da viral ou de outras causas. Entre as bactérias associadas à doença estão Streptococcus pneumoniae, Moraxella catarrhalis, Haemophilus influenzae, Legionella, Chlamydia e Mycoplasma. Influenza, SARS-CoV-2 e VSR também podem causar pneumonia.

Quando há suspeita ou confirmação de pneumonia bacteriana, são prescritos antibióticos. Esses medicamentos não funcionam contra vírus e não devem ser usados por conta própria. Em casos leves, o tratamento pode ser feito em casa, com medicamentos prescritos pelo médico, hidratação, repouso e acompanhamento.

Pacientes com falta de oxigênio, pressão baixa, alteração do nível de consciência ou dificuldade importante para respirar podem precisar de internação. Nos quadros mais graves, podem ser necessários oxigênio, fisioterapia respiratória, ventilação mecânica e cuidados em UTI.

A vacinação é apontada pelos especialistas como uma das principais formas de prevenção da pneumonia e de infecções respiratórias que podem evoluir para quadros pulmonares. Também são recomendados o afastamento de pessoas com sintomas respiratórios, o uso de máscara nessas situações, a hidratação, a redução da exposição ao cigarro e uma rotina adequada de sono.

A pneumonia não é necessariamente contagiosa. O que pode ser transmitido é o microrganismo causador da infecção. No caso de vírus respiratórios e algumas bactérias, a transmissão pode ocorrer por gotículas e partículas eliminadas durante tosse, espirro ou fala, principalmente em ambientes fechados e com pouca ventilação.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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