SÃO PAULO — O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, por unanimidade, a decisão que levará a júri popular os policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado. Eles são acusados de matar o estudante de Medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, em novembro de 2024.
A decisão foi tomada nesta terça-feira (29/9) pela 12ª Câmara de Direito Criminal, que negou o recurso apresentado pelas defesas. O julgamento ainda não tem data definida.
Os policiais respondem por homicídio qualificado pela morte de Acosta no saguão do local onde ele estava hospedado, na Vila Mariana, Zona Sul da capital paulista. Os advogados haviam pedido a absolvição ou a impronúncia, medida aplicada quando não há elementos suficientes para levar um acusado a júri.
As defesas também sustentaram legítima defesa e solicitaram a retirada das qualificadoras por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima. O TJ-SP rejeitou todos os pedidos.
O advogado João Carlos Campanini, que representa Macedo, afirmou que respeita a decisão, mas discorda dela. “Os aspectos da legítima defesa estão devidamente comprovados nos autos e os acusados não deveriam ser submetidos a júri popular”, disse.


