A decisão da Unidos de Vila Isabel de cancelar a união dos sambas vencedores da disputa para o Carnaval de 2027 provocou a saída de pelo menos quatro compositores envolvidos na obra. Os integrantes classificaram o episódio como covardia e humilhação em manifestações públicas e declarações sobre o caso.
Rafael Tinguinha anunciou que não permanecerá na escola. O compositor afirmou que recebeu a informação sobre a mudança depois de uma ligação do presidente da entidade. “Não é fácil a gente dizer adeus para algo que a gente ama”, declarou.
Gustavinho Oliveira também comunicou sua saída em uma publicação nas redes sociais. Ele questionou a condução da disputa e afirmou que o episódio envolveu uma humilhação. Na mesma mensagem, criticou a postura de um dos autores do samba escolhido, sem citá-lo nominalmente.
Gabriel Simões disse que a parceria havia sido apresentada quatro vezes na quadra e anunciada como campeã. O compositor também deixará a Vila Isabel. Em sua publicação, afirmou que o samba venceu no campo e foi derrotado no tapetão, além de classificar o episódio como covardia.
Thales Nunes, que exerceu cargos e funções na escola por 17 anos consecutivos, também anunciou sua saída. Em uma manifestação mais breve, disse que se despedia da Unidos de Vila Isabel e que seu amor pela instituição seria eterno.
Composição prevista para 2027
O samba-enredo planejado para a apresentação na Marquês de Sapucaí seria formado pela união do samba 5, de Paulo César Feital, Gustavinho Oliveira, Thales Nunes, Danilo Garcia, Júlio Alves, Marcelo Martins, Gabriel Simões e Rafael Tinguinha, com o samba 13, de Martinho da Vila, Evandro Bocão e André Diniz.


