SÃO PAULO — A Editora Fruto Proibido afirmou que não contratou, convidou nem autorizou o homem mascarado que participou de interações com visitantes em seu estande durante a Bienal do Livro de São Paulo. A empresa disse que ele apareceu espontaneamente no espaço e que sua identidade era desconhecida até aquele momento.
Especializada em dark romance, a editora declarou que pretende adotar critérios mais rigorosos para interações e gravações em seus estandes. Conforme a empresa, a equipe e o público inicialmente receberam a presença do homem como um momento de descontração. Fotos, vídeos e outros conteúdos foram produzidos, como ocorreu com outros visitantes.
A organização da Bienal notificou a editora responsável pelo estande após vídeos publicados nas redes sociais mostrarem o homem beijando jovens e participando de interações de teor sexual. Ele estava caracterizado como Ghostface, personagem da franquia Pânico.
O episódio ocorreu entre sexta-feira, 4, e domingo, 6. A Bienal informou que a ação não integrava a programação oficial e não havia sido autorizada pela organização. Em comunicado, afirmou que não compactua com “condutas ou ações inadequadas” e que preza por um ambiente seguro e respeitoso para o público.
A Fruto Proibido também afirmou que as poses e interações registradas ocorreram a pedido e com a participação das pessoas que se aproximaram para tirar fotos. A empresa disse que não tinha conhecimento de situações relacionadas à pessoa por trás da máscara.


