São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Cultura

Grupo Galpão homenageia Teuda Bara com histórias e música em Santos

Encontro do Mirada relembrou a trajetória da atriz e fundadora do grupo, que morreu aos 84 anos e será celebrada em possível montagem de 2027.

Grupo Galpão homenageia Teuda Bara com histórias e música em Santos

O Grupo Galpão homenageou a atriz Teuda Bara neste domingo (6), durante o encontro “Cantar e contar Teuda Bara”, realizado no Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas do Sesc São Paulo. A atividade reuniu relatos sobre a trajetória da artista, além de músicas do repertório da companhia.

Bara, fundadora do grupo de Belo Horizonte, morreu em dezembro do ano passado, aos 84 anos. Durante a homenagem, porém, os integrantes falaram dela no presente e relembraram episódios de sua atuação nos palcos e fora deles.

Para Eduardo Moreira, ator e diretor artístico do Galpão, a persistência de Bara ajudou a garantir a longevidade da companhia, que vai completar 45 anos em 2027. “Ela fazia tudo o que queria”, afirmou Moreira, que também destacou a coragem, a amorosidade e a liberdade da atriz.

Histórias lembradas pelo grupo

Entre as lembranças, os integrantes contaram que Bara usava, na década de 1970, um cincerro nos pés para produzir som e ajudar a localizar as vacas. Moreira disse que essa foi sua primeira lembrança da atriz, desde a época em que os dois estudavam na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A atriz também enfrentou dificuldades em uma oficina dirigida por George Froscher e Kurt Bildstein, do Teatro Livre de Munique. Em uma cena, precisava ser empurrada por Antonio Edson para sair e voltar ao teatro dentro do tempo determinado pela direção. “Não era nada simples para ela. E essa vontade de fazer foi pra toda vida”, disse Edson.

O grupo recordou ainda que Bara acompanhou, em 1985, a despedida de Tancredo Neves e quase foi esmagada pela multidão nas grades da praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Edson afirmou que ela foi resgatada por pessoas que estavam no local.

Bara escolheu o trompete nas encenações do Galpão por acreditar que conseguiria manejar com facilidade os três pistões. Durante o aprendizado, os vizinhos reagiram ao som produzido por horas. Os relatos também mencionaram que ela dormia durante espetáculos, inclusive os do próprio grupo, mas continuava entre as figuras que mais atraíam a atenção do público.

O Galpão conversa com o diretor Rodrigo Portella sobre uma possível nova montagem em 2027, em celebração aos 45 anos. “(Um) Ensaio sobre a Cegueira” será apresentado nesta segunda (7) e terça (8) no Mirada e volta à capital paulista de 11 a 13, no Festival de Teatro de São Paulo.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.