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Internacional

Entrevista expõe contradições de líder da AfD após vitória regional na Alemanha

Ulrich Siegmund foi interrompido repetidamente ao explicar como pretende formar governo em Saxônia-Anhalt.

Entrevista expõe contradições de líder da AfD após vitória regional na Alemanha
Foto: Ronny Hartmann/AFP

Ulrich Siegmund, parlamentar da AfD, foi interrompido repetidamente durante uma entrevista ao vivo na televisão alemã após a vitória do partido na eleição de Saxônia-Anhalt. O resultado abriu a possibilidade de a extrema direita formar o primeiro governo desse tipo na Alemanha no pós-guerra.

A apresentadora Marietta Slomka questionou Siegmund sobre como ele pretende montar uma administração estável, depois de ter defendido uma maioria absoluta e rejeitado coalizões. O político afirmou que não deseja repetir a conduta de outras siglas, como a CDU, do primeiro-ministro Friedrich Merz, que, segundo ele, muda de posição depois das eleições.

Siegmund também havia prometido governar apenas com uma maioria segura. Diante da ausência de uma alternativa clara nas projeções, a AfD pode precisar negociar com a BSW, que aparentemente superou a cláusula de barreira, além de lidar com possíveis dissidências na CDU. As conversas podem se estender por semanas.

Disputa sobre alianças e política externa

Questionado sobre seus parceiros, Siegmund respondeu que os eleitores deveriam receber aquilo que escolheram. Ele afirmou que “mais de 44%” votaram por uma mudança política orientada ao país e à população alemã, e não por ações para salvar o mundo.

A AfD defende uma reaproximação com a Rússia, com a possibilidade de retomada do fornecimento de gás natural e redução dos preços de energia. Após votar, Siegmund também disse que pretende conversar com Donald Trump e Vladimir Putin para “trazer a Rússia de volta à mesa”.

Slomka lembrou que o político estava tratando de uma eleição estadual e que, naquele momento, a disputa dizia respeito a Magdeburgo, não ao governo federal. Siegmund respondeu que, se os números da AfD forem mantidos até 2029, a questão terá de ser considerada.

Ele recebeu da revista Der Spiegel o epíteto de “homem mais perigoso da Alemanha”, expressão que passou a integrar sua campanha. Ao final, declarou que a AfD já havia feito história e que a população de Saxônia-Anhalt indicara que a situação não poderia continuar como estava.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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