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Cultura

Amelinha Teles morre aos 81 anos após trajetória de resistência à ditadura

Ativista, escritora e ex-presa política foi torturada durante o regime militar e atuou pela defesa dos direitos humanos e da memória das vítimas.

Amelinha Teles morre aos 81 anos após trajetória de resistência à ditadura
Foto: Layane Santos/Elas Fotografando/Reprodução

Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles, morreu nesta terça-feira, 15, aos 81 anos. A ativista, escritora e ex-presa política teve a morte comunicada por amigos nas redes sociais.

Nascida em Contagem (MG), Amelinha construiu sua trajetória política no Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e se dedicou à denúncia da repressão e das violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar brasileira. Sâmia Bomfim (PSOL) e Manuela d’Ávila (PSOL) publicaram homenagens após a confirmação da morte.

Prisão e atuação pela memória

Em 1972, Amelinha foi levada ao DOI-Codi, em São Paulo, onde sofreu torturas durante o período em que esteve presa. O órgão era comandado pelo então major do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. Seu marido, César Augusto Teles, e o companheiro de militância Carlos Nicolau Danielli também foram detidos na mesma época.

Amelinha presenciou o assassinato de Danielli enquanto estava sob custódia. Seus dois filhos, então com 4 e 5 anos, foram sequestrados e levados ao DOI-Codi. No local, foram obrigados a assistir às torturas sofridas pelos pais.

Ao longo da vida, a ativista integrou a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos e trabalhou para preservar a memória das vítimas da ditadura e defender os direitos humanos. Também escreveu sobre suas experiências e reflexões.

Entre os livros publicados por Amelinha estão Contos da Cela Três, com memórias redigidas em 1973, durante sua prisão; Breve História do Feminismo no Brasil; e O Que São os Direitos Humanos das Mulheres?. Sua atuação ficou associada à resistência à repressão política e à preservação da memória dos crimes cometidos durante a ditadura militar no Brasil.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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