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Corregedoria da PM vê homicídio doloso em abordagem que baleou mulher em SP

Relatório aponta intenção de matar, violações operacionais e remete caso envolvendo soldado ao Tribunal de Justiça Militar.

Corregedoria da PM vê homicídio doloso em abordagem que baleou mulher em SP

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu que a soldado Yasmin Cursino Ferreira agiu com intenção de matar Thawanna da Silva Salmázio, 31, durante uma abordagem em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital. O episódio ocorreu na madrugada de 3 de abril.

O relatório final identificou indícios de homicídio doloso qualificado, crime militar e transgressão disciplinar. O caso foi encaminhado ao Tribunal de Justiça Militar. Até o momento, não houve pedido de prisão preventiva, sem prazo definido para eventual solicitação.

A investigação também apontou descumprimento de procedimentos operacionais da corporação. Conforme os advogados da família de Thawanna, a apuração rejeitou a hipótese de legítima defesa por não encontrar elementos que demonstrassem agressão ou risco iminente capaz de justificar o emprego de força letal.

No registro feito na ocasião, os policiais afirmaram que a vítima havia agredido a agente. A defesa da soldado sustentou a mesma versão. Testemunhas e os representantes da família, porém, disseram que Yasmin chutou Thawanna antes de efetuar um disparo no tórax. A ajudante-geral teria permanecido por mais de 45 minutos no asfalto à espera de atendimento.

Yasmin e outro policial envolvido continuam afastados das atividades operacionais, mas respondem aos procedimentos em liberdade. O inquérito civil permanece em andamento no DHPP, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa.

A Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Militar mantiveram sob sigilo as imagens das câmeras corporais usadas para embasar o relatório. Em nota, os advogados da família afirmaram que a conclusão indica uso desproporcional da força e defenderam a apuração transparente das responsabilidades. O advogado da policial não respondeu à mensagem enviada nesta terça-feira (15).

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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