A Suprema Corte dos Estados Unidos manteve os procedimentos de votação pelo correio usados pelos estados há anos e rejeitou a tentativa de Donald Trump de restringir esse modelo nas eleições legislativas de meio de mandato. A decisão foi tomada na segunda-feira (14), enquanto a votação já estava em andamento.
Quase um terço dos eleitores americanos vota pelo correio. O formato é predominante na Califórnia, no Colorado, no Havaí, em Nevada, no Oregon, em Utah, em Vermont e em Washington, estados que não têm uma ampla rede de locais de votação presenciais.
Trump reagiu nesta terça-feira (15), em uma publicação nas redes sociais. O presidente afirmou que a decisão da Corte terá registro negativo na história e acusou o tribunal de sofrer pressão da Esquerda Radical.
Neil Gorsuch, Amy Coney Barrett e Brett Kavanaugh, indicados por Trump durante seu primeiro mandato, votaram contra a proposta do presidente. Trump disse que os três não correspondiam às pessoas que havia entrevistado para ocupar vagas na Suprema Corte dos Estados Unidos.
O presidente também afirmou que decisões da Corte estariam custando “trilhões de dólares aos Estados Unidos” e classificou essas decisões como ruins, com efeitos que, segundo ele, dificultariam a recuperação do país.
Reações nos estados
Tobias Read, secretário de Estado do Oregon e integrante do Partido Democrata, afirmou que a decisão oferece segurança a eleitores e responsáveis pelas eleições antes de uma eleição federal importante. Para ele, presidentes não conduzem eleições; essa função cabe às pessoas.
Em Nevada, o secretário de Estado Cisco Aguilar disse ter recebido a decisão com alívio e entusiasmo. Mais da metade dos eleitores do estado votou pelo correio nas eleições primárias de junho.
Aguilar afirmou que alegações falsas já afetaram a confiança de parte dos eleitores no sistema. Ele pediu que os eleitores participem e declarou: “Vocês podem confiar no processo”.


