Tom Cruise, 63, interpreta um magnata do petróleo em Digger, sátira ambiental dirigida pelo mexicano Alejandro González Iñárittu. O filme chega aos cinemas nesta quinta-feira e acompanha um empresário responsável por um desastre que dizima metade da Europa.
Na trama, o personagem tenta evitar as consequências de seus atos ao se aproximar das lideranças do país e prometer reparar o dano causado. A iniciativa, porém, é movida mais pela autopreservação do que pelo heroísmo.
Transformação do personagem
A preparação para o papel exigiu até seis horas de maquiagem. Em uma coletiva de imprensa, Cruise afirmou que não havia encontrado uma função semelhante em sua trajetória. “Nunca li um papel como esse, é incrível”, disse.
O ator também destacou a participação de Iñárittu na direção, na escrita e na concepção visual do longa. Segundo Cruise, o trabalho envolveu a busca por um sotaque adequado às mudanças entre humor e drama, além de um monólogo de 10 minutos. Ele descreveu o processo como uma investigação de ritmo, com várias camadas.
Cruise afirmou ainda que a experiência lhe permitiu testar habilidades, aprender novos recursos e ampliar seu repertório. Durante a conversa, reproduziu falas cartunescas do personagem, incluindo a expressão “bang, bang” e uma frase de teor sexual.
A recepção ao humor de Digger tem sido dividida. A produção registra aprovação de 52% entre os críticos contabilizados pelo Rotten Tomatoes. O resultado pode influenciar as possibilidades de Cruise no Oscar 2027.
O ator recebeu quatro indicações ao prêmio: três na categoria de atuação e uma como produtor. Até agora, não venceu uma estatueta competitiva.


