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Economia

Alta do combustível leva aéreas a cortar capacidade e adiar pagamentos

Empresas reduzem voos, retiram aviões antigos de operação e renegociam contratos diante de um inverno de demanda mais fraca.

Alta do combustível leva aéreas a cortar capacidade e adiar pagamentos
Foto: Toby Melville/Reuters

A alta dos combustíveis está levando companhias aéreas a reduzir a oferta de voos, retirar aeronaves antigas de operação e negociar o adiamento de pagamentos de leasing. Executivos, analistas e financiadores avaliam que o risco de falências durante a temporada de inverno é maior do que em anos anteriores.

A estação começa neste mês e vai até o fim de março, período de demanda mais fraca que já levou empresas aéreas à falência. A easyJet e a Lufthansa estão entre as companhias que diminuíram a capacidade para atravessar os meses de menor movimento.

A Delta Air Lines reduziu sua projeção de lucro anual e afirmou que a elevação dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio acrescentará US$ 6 bilhões (R$ 30 bilhões) aos custos neste ano. Michael O’Leary, presidente da Ryanair, afirmou: “Esta é uma crise em toda a sua dimensão”.

Combustível e capacidade

O aumento dos preços ocorre enquanto vencem contratos de hedge, obrigando as empresas a contratar novas proteções, aceitar custos maiores ou comprar combustível no mercado à vista. Kenton Jarvis, presidente da easyJet, disse que mesmo compras feitas com seis meses de antecedência chegam a US$ 1.200 ou US$ 1.300, ante um nível habitual de cerca de US$ 700 por tonelada.

A diferença entre o preço do petróleo bruto e o combustível de aviação, conhecida como “crack spread”, aumentou. Lufthansa e IAG passaram a proteger diretamente o combustível de aviação, e não apenas o petróleo. As empresas americanas não fazem esse tipo de hedge e ficaram mais expostas à alta registrada neste ano.

A easyJet retirou mais 700 mil assentos de sua programação de inverno, dobrando os cortes previstos. Em setembro, o setor eliminou 6 milhões de assentos de voos programados para outubro, novembro e dezembro, o equivalente a cerca de 1% da capacidade total.

Leasing e frota

Uma empresa de leasing informou que quase uma dúzia de companhias aéreas pediu o adiamento de pagamentos por vários meses ou a redução das parcelas mensais em cerca de 10%. Entre elas estavam empresas expostas à região do Golfo.

As companhias também aceleraram a retirada de aeronaves antigas e menos eficientes, em parte após o aumento das entregas de aviões da Boeing e da Airbus. A easyJet antecipou a saída de seus Airbus A319, enquanto a Lufthansa decidiu aposentar alguns aviões antes do previsto.

A Lufthansa também deixará em solo grandes Airbus A380 e Boeing 747, considerados mais difíceis de lotar durante a baixa temporada. O colapso da Spirit Airlines, em maio, e o fim da airBaltic, no mês passado, são citados como sinais da pressão enfrentada pelo setor.

Demanda desigual

A procura permanece forte em viagens de longa distância na classe executiva, apesar dos aumentos de preços. Os mercados de curta distância e de lazer, porém, começam a mostrar enfraquecimento. A easyJet informou que as reservas para o próximo verão estão abaixo das registradas em anos anteriores, embora os clientes estejam deixando para comprar as passagens mais perto da viagem.

A IAG manteve estável sua capacidade no inverno, mas reduziu voos da Vueling com origem em Barcelona e transferiu parte da oferta para outros mercados. A empresa afirmou que o lazer europeu enfrenta mais dificuldades, enquanto o segmento premium continua forte e resiliente.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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