A abertura de 700 novos mercados para produtos brasileiros foi anunciada em evento do governo federal que reuniu ministros e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Os mercados correspondem a autorizações concedidas por autoridades sanitárias estrangeiras para a entrada de produtos do Brasil. Eles estão distribuídos por 99 destinos, entre países e blocos.
No mesmo encontro, realizado no Ministério da Agricultura e Pecuária, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que as exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 30% entre maio e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período em 2025. O acordo entre o Mercosul e o bloco europeu passou a vigorar provisoriamente em 1º de maio, após quase 27 anos de negociações.
Vieira também informou que as exportações brasileiras avançaram 10,4% em 2026. No acumulado entre janeiro e setembro, a alta foi de 20%, equivalente a US$ 44,17 bilhões em exportações. “Só o acordo Mercosul-União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, disse o chanceler.
Agronegócio e comércio exterior
O ministro André de Paula destacou o desempenho do agronegócio. Segundo ele, o Produto Interno Bruto do setor acumulou crescimento de 3,5% nos quatro anos do governo anterior. No governo atual, a alta acumulada até 2025 chegou a 26%, e a previsão para este ano é alcançar 29%.
Mauro Vieira afirmou que o Itamaraty sempre defendeu o setor. Márcio Elias, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, também ressaltou a participação do agronegócio e disse que a agroindústria está no centro da nova industrialização do Brasil. Ele mencionou ainda um período delicado nas relações com os Estados Unidos e afirmou que o país manterá o diálogo e as negociações.
Estimativa da ApexBrasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, aponta que os novos mercados receberam US$ 5,8 bilhões em produtos brasileiros desde 2023. Para os próximos quatro anos, a projeção é de US$ 80 bilhões em exportações. A abertura de 700 mercados até o fim do mandato era uma promessa do governo Lula.


