O barril de petróleo Brent subiu 6,3% nesta quinta-feira (10) e encerrou o pregão a US$ 107,63, depois de superar US$ 108 ao longo do dia. A cotação atingiu o maior nível desde maio em meio ao aumento das tensões na guerra entre Estados Unidos e Irã.
Desde o início de julho, quando o Brent era negociado por menos de US$ 72, a alta acumulada supera 49%. O conflito tem reduzido o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte da commodity, elevando o temor de queda na oferta global.
O avanço dos preços preocupa o governo do presidente Donald Trump porque encarece combustíveis e outros produtos transportados até as lojas, pressionando a inflação e os juros americanos. Na quarta-feira, Trump disse que os preços provavelmente não cairão até depois das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para novembro.
Medidas no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quarta-feira um decreto que aumenta o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. A medida também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro.
Uma medida provisória autoriza ainda uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O valor será somado ao subsídio de R$ 1,12, válido até 26 de setembro, levando o benefício total a R$ 2,12 por litro durante esse período.
Após a redução de R$ 0,63 nos tributos federais sobre a gasolina, a Petrobras informou que deixará de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A, vendida pelas refinarias às distribuidoras antes da mistura com etanol. O preço médio do combustível passará a R$ 3,05 por litro. Considerando os tributos, a redução líquida será de R$ 0,19 por litro.
Entre 30 de agosto e 5 de setembro, a gasolina custava, em média, R$ 6,51 por litro no Brasil, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O diesel S-10 era vendido a R$ 6,88, e o etanol hidratado, a R$ 3,95 por litro.


