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Economia

Busca em São Paulo não encontra empresas ligadas a Dark Horse

Polícia Civil esteve em um coworking na avenida Paulista, mas não localizou as empresas investigadas nem documentos relacionados ao contrato do WiFi Livre SP.

Busca em São Paulo não encontra empresas ligadas a Dark Horse
Foto: Youtube

A Polícia Civil de São Paulo não encontrou a produtora do filme Dark Horse nem o Instituto Conhecer Brasil no endereço indicado como sede das empresas. Durante a busca e apreensão, realizada em 1º de junho na avenida Paulista, os agentes localizaram um coworking com cerca de 200 companhias cadastradas. Nenhuma delas era a produtora procurada.

O endereço aparecia na investigação como sede do ICB, da Go Up Entertainment, responsável pela produção de Dark Horse, e da GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural. As três empresas são ligadas a Karina Ferreira da Gama. O mandado foi autorizado pela Justiça no inquérito que apura o contrato de R$ 108 milhões entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo para o programa WiFi Livre SP.

A investigação verifica se parte dos recursos públicos destinados ao programa foi usada na produção do filme, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Também são apuradas possíveis irregularidades na prestação de contas apresentada pelo instituto ao município.

O que foi encontrado no endereço

De acordo com o relatório da Polícia Civil, os agentes fizeram buscas na sala comercial, mas não localizaram documentos relacionados às empresas. Uma funcionária da GoWork informou que o contrato entre o coworking e o Instituto Conhecer Brasil havia sido cancelado. Segundo ela, a Go Up Entertainment e a GO7 aparentemente nem estavam cadastradas como clientes do espaço.

A diligência buscava computadores, celulares, mídias eletrônicas, livros fiscais, contratos, notas fiscais, faturas, recibos, relatórios de auditoria e outros registros sobre o fluxo financeiro e a execução do contrato. O relatório não registra apreensões no endereço da avenida Paulista. Fotografias mostram a fachada do edifício e o interior da sala comercial.

A apuração também analisa quatro faturas da Make One Lab, que totalizaram R$ 8,5 milhões, além de documentos da Complexsys Soluções Integradas e da JR Feijão que somavam cerca de R$ 2,4 milhões. As notas foram canceladas pelas empresas emissoras, mas apareceram na prestação de contas do ICB. Uma nota de R$ 2 milhões da Complexsys foi cancelada no mesmo dia da emissão e, ainda assim, apresentada para justificar despesas.

A defesa de Karina Gama afirmou que ela nega ter cometido ilícitos, entregou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentos e continuará colaborando com as autoridades. O advogado Ricardo Sayeg disse que o levantamento do sigilo, decidido pelo ministro Flávio Dino, permitirá a análise objetiva dos fatos. A defesa não comentou a ausência das empresas no endereço.

O inquérito apura ainda a contratação de uma empresa de Alex Leandro Bispo dos Santos para instalar pontos de wi-fi em favelas da capital paulista. Órgãos de inteligência da polícia apontaram o empresário como membro relevante do PCC (Primeiro Comando da Capital) no estado. Ele também foi preso por feminicídio.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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