O ministro chinês da Segurança do Estado, Chen Yixin, afirmou nesta segunda-feira (14) que a inteligência artificial pode ser usada por potências estrangeiras para ameaçar a segurança nacional e a ordem social do país.
Sem citar os Estados Unidos, Chen acusou forças hostis de utilizar tecnologias generativas para fabricar rumores políticos e disseminar informações prejudiciais. Segundo ele, essas ações incluem disputas de opinião pública e conflitos cognitivos contra a China, com impacto sobre a segurança política, institucional e ideológica do país.
O alerta foi divulgado enquanto o presidente chinês, Xi Jinping, tem uma reunião prevista com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington neste mês. A agenda deverá tratar da governança e da segurança da inteligência artificial, em meio a pedidos por controles mais rígidos.
Trump associa freio à vantagem chinesa
Trump voltou a rejeitar os apelos de dirigentes de empresas de inteligência artificial para reduzir o ritmo de desenvolvimento da tecnologia. Em uma publicação na Truth Social, afirmou que existe uma “conspiração DOENTIA” contra a IA e os data centers e disse que a China seria a única beneficiada.
Em outra manifestação, o presidente americano declarou que os temores de que a IA domine o mundo, destrua a humanidade ou provoque outros desastres são uma farsa. Também afirmou que Xi Jinping anunciou que a China não adotará medidas para impedir o avanço da tecnologia.
Trump disse ainda que pretende reverter a decisão do Google de construir um data center na Finlândia, para que o empreendimento seja instalado nos Estados Unidos. Ele defendeu os mecanismos regulatórios já adotados pelo governo americano e afirmou que as autoridades têm poderes criminais e regulatórios sobre as empresas do setor.
O presidente também sustentou que os Estados Unidos lideram com folga o desenvolvimento da IA e pediu que não sejam criadas barreiras capazes de prejudicar essa vantagem. No domingo, ao ser questionado na Irlanda sobre desaceleração ou maior regulamentação, declarou que “quem vencer na IA, vence tudo”.
Trump comparou os críticos da tecnologia a forças negativas e disse que os Estados Unidos precisam manter a liderança diante da China. Líderes tecnológicos americanos também haviam defendido uma redução no ritmo de desenvolvimento da inteligência artificial.

