O governo chinês associou o uso de ferramentas generativas de inteligência artificial a riscos para a segurança política, institucional e ideológica do país. A avaliação foi apresentada pelo ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, que acusou forças estrangeiras de tentar afetar a ordem social por meio da tecnologia.
Chen afirmou que essas forças usam a inteligência artificial para produzir rumores políticos e disseminar informações consideradas prejudiciais. “Elas (forças hostis) estão travando guerras de opinião pública e guerras cognitivas contra a China”, declarou.
O posicionamento ocorre antes de uma reunião prevista entre o líder chinês, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, neste mês. O encontro deverá tratar da governança e da segurança da inteligência artificial, em um contexto de pedidos por controles mais rígidos para o setor.
Líderes de empresas americanas de tecnologia também defenderam uma desaceleração no desenvolvimento da IA. Trump rejeitou essa possibilidade no domingo (13), ao dizer que os Estados Unidos precisam preservar a liderança tecnológica diante da China.
Questionado, em seu campo de golfe na Irlanda, sobre a necessidade de reduzir o ritmo ou ampliar a regulamentação da indústria, Trump classificou os críticos como forças negativas e disse que eles levantam cenários que não ocorrerão.
“Estamos liderando em relação à China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero manter assim porque quem vencer na IA, vence tudo”, afirmou. Trump também mencionou a possibilidade de criar barreiras de proteção, mas defendeu a continuidade da liderança americana no desenvolvimento da tecnologia.

