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Política

Investigação expõe trânsito de Cezinha entre ministros, bancos e governos

Deputado é investigado pela PF por suspeitas ligadas a tribunais superiores e emendas parlamentares.

Investigação expõe trânsito de Cezinha entre ministros, bancos e governos
Foto: Cezinha de Madureira/Instagram

A investigação da Polícia Federal sobre o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) inclui um encontro articulado por ele entre o ministro André Mendonça e Daniel Vorcaro, dono do Master. A reunião ocorreu no fim de uma tarde de março de 2025, na sede do Instituto Iter, do ministro.

Vorcaro avisou Cezinha, às 16h37, que estava a caminho. O deputado respondeu: “Ministro já está te esperando”. De acordo com a PF, a terceira fase da Operação Transparência apura suspeitas de tráfico de influência junto a tribunais superiores e irregularidades na destinação de emendas parlamentares.

Cezinha é investigado junto com a advogada Valéria Rodrigues Linhares. O relatório da PF a apresenta como esposa do deputado, mas ela nega essa condição. A operação foi deflagrada nesta segunda (14).

Da indicação ao STF à articulação política

O deputado também participou da articulação que levou Mendonça ao Supremo Tribunal Federal. Em 2021, ele estava no gabinete do então senador Luiz do Carmo (PSD-GO) quando Mendonça soube que havia obtido votos suficientes para ocupar a vaga. Cezinha aparece no vídeo do momento, atrás de Michelle Bolsonaro, primeira-dama à época.

Mendonça era pastor presbiteriano, havia ocupado os cargos de advogado-geral da União e ministro da Justiça e da Segurança Pública de Jair Bolsonaro (PL). Sua indicação atendia à promessa de Bolsonaro de nomear um ministro “terrivelmente evangélico”.

Pastor e integrante do Ministério Madureira, um dos ramos da Assembleia de Deus, Cezinha construiu sua atuação política a partir da negociação. Em 2018, ao deixar seu mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo para assumir uma cadeira na Câmara, afirmou: “Sou cristão, sou crente, sou pastor”.

Relações com Bolsonaro e Lula

Em 2021, quando liderava a bancada evangélica, Cezinha apareceu na garupa de Bolsonaro durante a motociata Acelera para Cristo e trabalhou para manter o grupo alinhado ao governo.

Depois da mudança de Bolsonaro para Lula, o deputado reduziu a retórica antipetista e manteve canais de diálogo com a gestão federal. Em outubro de 2025, apareceu ao lado do bispo Samuel Ferreira em uma foto com Lula no Planalto. Na ocasião, disse que “igreja não foi feita para brigar com o governo”.

No mesmo período em que defendia Jorge Messias para o STF, Cezinha trocou o PSD pelo PL dos Bolsonaro. A mudança ocorreu neste ano, conforme o relato sobre sua trajetória política.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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